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Trabalho

Publicada em 06/06/2013

UFGD forma a primeira turma de Biotecnólogos do Centro Oeste

A profissão é recente no mercado, mas a atuação na região, por exemplo, se dá em agroindústrias.

UFGD

A Universidade Federal da Grande Dourados - UFGD é a primeira universidade do Centro Oeste a formar Biotecnólogos, ou seja, profissionais que usam sistemas celulares para a obtenção de produtos e serviço melhorando a qualidade de vida das pessoas. A solenidade de colação de grau aconteceu na semana passada, onde estiveram presentes 24 formandos que agora estão aptos a atuar na genética, na microbiologia, bioquímica, engenharia química, engenharia genética entre outras áreas com técnicas biotecnológicas para produzir ou modificar produtos, melhorar geneticamente plantas ou animais, ou desenvolver microrganismos para fim específicos.

A profissão é recente no mercado, mas a atuação na região, por exemplo, se dá em agroindústrias, na área de alimentos entre muitas outras. Para a Biotecnóloga Priscila Lacerda, a expectativa era acabar a graduação e já trabalhar, com um ótimo salário e carreira feita em uma das 10 profissões do futuro. “Mas, ao decorrer do curso fui aprendendo realmente o que é essa área tão visionada pelo mercado e aprendi que a essência da biotecnologia é a pesquisa, e acabei me apaixonando". Priscila optou pela pesquisa, já está no mestrado e pretende seguir a área acadêmica.

Já Thays Nogueira disse que ao entrar no curso esperava se tornar uma profissional com os requisitos para o mercado de trabalho, podendo atuar em várias áreas, desde pesquisa até a indústria. “Quando escolhi Biotecnologia, eu tinha uma ideia muito geral e superficial da profissão, bem como da aplicação dessa ciência. Ao decorrer do curso fui conhecendo as diversas vertentes, entendendo os processos e percebendo qual era meu papel como Biotecnóloga dentro de um contexto”.

No momento, Thays atua em um Laboratório de Análise de Solos e diz que se pudesse pontuar algo imprescindível para o acadêmico, seria o empenho em conseguir um bom estágio. “Estou empregada na mesma empresa do meu estágio, e graças a ele estou colocada no mercado de trabalho. O mercado da biotecnologia está em intensa expansão, mas aqui no Mato Grosso do Sul as coisas ainda estão andando a passos lentos. Acredito que, pelo potencial agrícola e natural do estado, nos próximos anos essa situação melhore”, destacou fazendo referência às usinas que tem crescido cada vez mais.

Solenidade

Durante a solenidade de colação de grau realizada na última quarta-feira, a oradora da turma Taís Nogueira da Silva, lembrou da “volta ao mundo da biotec”, que teve acadêmicos intercambistas em Portugal, Argentina, Espanha, Estados Unidos e Itália pelo programa Ciências Sem Fronteiras, “fomos uma turma de pessoas extremamente competentes e visionárias, cada um com a possibilidade de contribuir para a ciência e tecnologia”.

Taís também agradeceu os professores do curso pela dedicação e vontade e destacou que, apesar das dificuldades como estrutura, ouve empenho, incentivo e trabalho para que o curso se tornasse cada vez melhor. “Agradecemos a todos que direta ou indiretamente tem construído aos poucos um curso forte, qualificado, e ousado numa região tão promissora como a nossa”.

A paraninfa da turma, professora Claudia Roberta Damiani lembrou que a profissão é ter um oceano à frente e como os primeiros a entrar, isso implica em coragem. “Exigirá competência, criatividade e espírito empreendedor e, ainda, a responsabilidade de demonstrar aos demais a importância e o valor da profissão de Biotecnólogo”.

E por fim enfatizou que a profissão também é de enfrentamento dos deveres e dilemas, ter uma conduta por princípios de ética, responsabilidade social e ambiental e jamais se esquecer da dignidade humana, do direito à vida, da justiça, do respeito mútuo, da participação, do diálogo e da solidariedade.

Durante a solenidade foram homenageados os professores Rodrigo Matheus Pereira, Rodrigo Simões Ribeiro Leite, Emerson Carvalho, Alexéia Barufatti Grisolia e a técnica-administrativa Fabiana Silva.

Juntamente com os biotécnólogos, receberam o canudo outros 34 biólogos, ambos os cursos da Faculdade de Ciências Biológicas e Ambientais – FCBA.