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Trabalho

Publicada em 23/09/2014

Qualificação ajuda a aplicar técnicas na produção de leite

Curso do Senar que ajudar produtores a selecionar matrizes produtoras de leite.

Da Famasul

Determinar produção por animal e área, quantidade de forragem (cama do gado), a raça e o tipo do animal. Esses são os principais passos para iniciar a produção de leite. A afirmação é do consultor do Senar/MS – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso do Sul, Rodney Guadagnin. Nesta semana, de 23 a 25 de setembro, a entidade oferece a qualificação para criação de bezerras e novilhas para a produção de leite em Sidrolândia. O objetivo do curso é aplicar as principais técnicas na obtenção de futuras matrizes produtoras de leite.

“O produtor precisa saber o que ele espera produzir por área e por vaca, para poder determinar a quantidade de forragem, a raça e o tipo de animal a ser criado”, explica o consultor do Senar/MS. Segundo ele, é preciso buscar o equilíbrio entre o custo da alimentação e o objetivo após o primeiro parto. “Quanto mais intensificada a alimentação, mais rápido a bezerra vai chegar à puberdade”, considera Guadagnin, que afirma ainda que os cuidados com o rebanho começam com a mãe e devem ser diários. “É importante observar o comportamento de cada animal todos os dias, além de manter o local limpo e seco”.

Outro fator importante, segundo Guadagnin, é a escolha da raça a ser criada. “Há raças que se adaptam melhor no Pantanal, outras na Região Sul do Estado. Por isso, a orientação técnica é essencial nesse momento”, considera o consultor. As principais raças leiteiras criadas em Mato Grosso do Sul são a Girolando, Holandesa e Jersey. Segundo dados levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Estado é o 15º no ranking de produção de leite, com 197,8 mil litros em 2013.

Na capacitação serão levantados temas sobre manejo sanitário, fisiologia, alimentação, vacinação e os demais cuidados necessário desde o nascimento dos bezerros. “Há um calendário de vacinação para a aftosa e brucelose, que é obrigatório em todo o Brasil. Doenças como a raiva, por exemplo, não são obrigatórias, mas é importante que o produtor fique atento à elas também”, finaliza o consultor do Senar/MS.

Nesta semana, a entidade oferece mais 63 cursos que devem qualificar 960 pessoas no campo. Para saber mais, acesse www.senarms.org.br ou ligue no (67) 3320-9700.