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Trabalho

Publicada em 07/03/2014

Funcionárias da Biosev comemoram Dia da Mulher da boleia de caminhões e colheitadeiras

Elas contam como é operar máquinas agrícolas e os desafios do trabalho no setor.

Da assessoria

A operação de colheitadeiras e caminhões de cana está mais delicada graças à cada vez maior presença de mulheres no que, até pouco tempo, era considerada uma atividade exclusivamente masculina. Nas 12 usinas da Biosev, uma das líderes mundiais em processamento de cana-de-açúcar, a cena de uma mulher operando tratores ou conduzindo os caminhões de cana do campo à usina deixou de ser novidade.

Mesmo convivendo num ambiente até pouco tempo considerado masculino, essas mulheres estão conquistando seu espaço e fazendo a diferença. Luciana Claudia Pioto, de 38 anos, trabalha na Biosev – Usina Santa Elisa, na cidade de Sertãozinho, em São Paulo. Há cerca de dois anos, desistiu do emprego na área de beleza – era designer de sobrancelhas – para se dedicar à atividade no campo.

“Familiares que trabalhavam em usina me incentivaram a entrar nessa área. É muito diferente do que eu fazia, mas me apaixonei pelo campo. Não penso mais em sair”, conta Luciana, que é operadora de trator. Mesmo trabalhando ao lado de muitos homens, diz que não teve dificuldades e que a aceitação foi melhor do que imaginava. “Eles recebem as mulheres muito bem e dão valor ao nosso trabalho. Não fazem diferença ou brincadeiras pelo fato de sermos mulheres dirigindo máquinas enormes.”

Manter a vaidade na fazenda pode parecer difícil, mas ela garante que consegue deixar o cabelo sempre arrumado e a maquiagem em dia. “Sou muito vaidosa, não abro mão de uma boa aparência. Passo alguns cremes antes de vir para o trabalho, ando com a maquiagem sempre por perto.”

A ligação de Rosiane Silva Pereira, de 38 anos, com o campo já é mais antiga. Trabalha na usina há sete anos e conta com orgulho sua trajetória. “Comecei como cortadora de cana. Depois de quatro anos, tive a oportunidade de me tornar motorista de caminhão. Aproveitei a chance, hoje tenho muito orgulho de tudo que conquistei, do que posso proporcionar à minha família, minhas filhas. Sei que tenho oportunidade de crescer ainda mais”, diz.

Rosiane conta que as mulheres estão ganhando espaço como motoristas na usina e recebendo elogios pela qualidade do trabalho. “Somos muito elogiadas pelos líderes. As mulheres costumam ser mais cuidadosas ao volante, com as máquinas. Até os homens dão o braço a torcer e admitem isso”, brinca ela.

Há quatro anos Wanda Maria da Silva, de 32 anos, começou a trabalhar na Biosev - Usina Santa Elisa como cortadora de cana. Depois de dois anos, obteve sua habilitação e, desde então, trabalha dirigindo caminhões que fazem o transbordo de cana picada para a companhia. “Consegui evoluir profissionalmente e hoje estou muito feliz na minha atual função.”

O marido de Wanda, também motorista de caminhão, sempre a incentivou. “Ele nunca teve preconceito ou ciúmes por ser uma atividade dominada por homens. Me incentivou a entrar na usina e depois a passar para a função de motorista”. Wanda diz que não sente dificuldade no relacionamento com os companheiros de trabalho. “Os homens já se acostumaram com a nossa presença. O convívio é muito tranquilo. Apesar de ainda poucas, as mulheres são muito respeitadas”, garante.