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Publicada em 25/03/2015

Seminário em Ribeirão Preto discute mecanização e produção de cana

Evento começou nesta quarta e vai até quinta-feira (dias 25 e 26).

Da assessoria

Atualizar os conhecimentos, dar acesso a novas tecnologias, promover discussão de temas polêmicos e de grande interesse para o setor sucroenergético. Estes são grandes objetivos do 17º Seminário de Mecanização e Produção de Cana-de-açúcar, que começou nesta quarta-feira e vai até amanhã (dias 24 e 25), em Ribeirão Preto. Serão dois dias em que cerca de 700 técnicos de usinas, produtores de cana, pesquisadores e profissionais de empresas de bens e serviços estarão acompanhando a discussão dos temas mais relevantes para o setor na área agrícola nas áreas de mecanização e produção de cana-de-açúcar.

Organizado há 17 anos pelo Grupo IDEA, o evento reúne como palestrantes tanto estudiosos e especialistas gabaritados, como profissionais de usina que terão a oportunidade de falar sobre suas experiências práticas. Por isso, este Seminário de Mecanização se consolidou como o principal evento na área de motomecanização canavieira do mundo.

O evento será dividido em três grandes painéis, dentro dos quais várias temáticas serão abordadas: Transportes, Manutenção e Novas Tecnologias; Plantio e Colheita Mecanizados e Uso e Conservação do Solo; e finalmente Aproveitamento da Palha e Análise de Espaçamentos Combinados.

Durante o Seminário também ocorrerá a premiação das usinas campeãs de produtividade agrícola da safra 2014/2015. Além disso, haverá paralelamente às palestras a 6ª Mostra de Máquinas e Equipamentos Agrícolas.

Temas atuais

Segundo Dib Nunes, diretor do Grupo IDEA, uma das palestras do Seminário será sobre um assunto que tem levado muita dor de cabeça aos produtores nos últimos anos: a lei da balança e suas implicações para o sistema logístico das usinas. “Vamos ter mais informação sobre esse tema, no qual tivemos vários avanços. O próprio CONTRAN [Departamento Nacional de Trânsito] está ajustando uma lei específica para transporte de cana.”

O Seminário também trará novas metodologias que reduzem o custo do plantio de cana e preparo do solo. “Inclusive, vamos falar sobre o preparo profundo do solo em ano em que tivemos extensa e duradoura seca. Será que o preparo profundo deu diferença de produtividade? Sobre isso, vamos levar depoimentos de profissionais que fizeram trabalhos voltados à maior tolerância à seca.”

Outro tema que tem despertado interesse crescente do setor sucroenergético é o plantio de cana pelo sistema de mudas pré-brotadas (MPB). Com depoimento de produtores, o Seminário vai apresentar o MPB já sendo plantado em áreas comerciais em algumas unidades. “Vamos inclusive falar sobre o plantio mecanizado do MPB. Hoje temos de cinco a seis máquinas em fase de aprimoramento”, afirma o diretor do IDEA.

Aproveitamento da palha

Deixar a palha no campo ou trazê-la para a indústria para produzir energia ou etanol de segunda geração? Uma discussão que ganha cada vez mais força dentro do setor. O Seminário de Mecanização e Produção de Cana-de-açúcar do Grupo IDEA deste ano vai discutir com profundidade o aproveitamento da palha nas usinas.

Vários aspectos técnicos do assunto serão abordados com a participação de executivos de usinas e pesquisadores, além da apresentação de “cases” de sucesso e novas tecnologias.

“Vamos apresentar as maneiras mais modernas de recolher a palha diretamente do campo por enfardadoras, e vamos discutir as experiências de transportar a palha junto com a própria carga de cana”, diz Dib Nunes.

Serão apresentados índices de rendimento operacional, custos da operação (tanto de recolhimento, de enfardamento e de transporte), e análises sobre os sistemas operacionais existentes, além de depoimento sobre tecnologia de limpeza de cana a seco.

Tecnologias mais modernas

Uma das tônicas do Seminário de Mecanização sempre foi a apresentação de novas tecnologias e equipamentos voltados para a atividade canavieira. Na edição do evento deste ano, isso não será diferente. O seminário terá, por exemplo, a apresentação de nova linha de caminhões canavieiros, discussão sobre tecnologias voltadas ao aproveitamento da palha e novidades em colhedora de cana.

Segundo Dib Nunes, um dos painéis do Seminário deste ano vai abordar a performance da colheita mecanizada, enfocando inclusive estratégias adotadas pelas empresas para minimizar as implicações da colheita de cana sem queima.

Além disso, a velocidade do tráfego das colhedoras também vai ser abordada. “A tecnologia da colheita mecanizada foi feita para colher cana numa determinada velocidade, mas o pessoal está abusando, com impactos absurdos sobre a brotação da soqueira”, destaca. Tratar este tema, segundo ele, é cada vez mais relevante, considerando que a mecanização da colheita de cana no estado de São Paulo já passa de 90% nas áreas mecanizáveis.