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Publicada em 28/11/2013

Entidade apresenta projeto para exportação de máquinas e veículos

Além do programa para promover as exportações, entidade apresentou também projeto de Novas Tecnologias de Propulsão para Veículos Pesados.

Da Anfavea

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Anfavea, apresentou na terça-feira, 26, em São Paulo, SP, dois projetos ao Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel: o Programa de Promoção das Exportações de Máquinas Autopropulsadas e Autoveículos – Exportar-Auto – e o de Novas Tecnologias de Propulsão para Veículos Pesados.

Na visão de Luiz Moan Yabiku Junior, presidente da Anfavea, “ambos são frutos do contínuo desafio da indústria automobilística de, consensualmente, apresentar propostas que promovam a competitividade brasileira e insiram o Brasil ainda mais na rota da inovação e desenvolvimento de novas tecnologias”.

Exportar-Auto

O Exportar-Auto é um conjunto de medidas que viabilizará a melhoria da competitividade brasileira no cenário internacional e possibilitará a exportação de 1 milhão de autoveículos e 40 mil máquinas autopropulsada por ano até 2017. Tal volume trará impactos positivos para o Brasil, como a geração de divisas, superávit na balança comercial do setor automotivo, otimização da utilização da capacidade instalada do setor e geração de emprego e negócios na cadeia produtiva.

Luiz Moan Yabiku Junior lembra que “exportar 1 milhão de unidades será fundamental em 2017, quando teremos capacidade produtiva mais elevada após a conclusão dos aportes de investimentos já anunciados pelos fabricantes que totalizam atualmente mais de R$ 75 bilhões”.

Em 2005 embarcaram para o exterior 970 mil autoveículos, recorde histórico para o País. Naquela época a balança comercial do setor automotivo – incluindo autopeças – era positiva em US$ 9 bilhões. No ano passado, contudo, foram apenas 486 mil autoveículos exportados – volume que deverá se aproximar de 550 mil neste ano. Em 2012 a balança comercial do setor foi negativa em US$ 10 bilhões.

Vários são os motivos para esta redução: custos de produção acima de outros mercados, forte diferença de preços na aquisição de matéria-prima, além de uma enorme gama de tributos não recuperáveis, questões cambiais e problemas de infraestrutura, transporte e logística.

As medidas propostas pelo Exportar-Auto estão baseadas em cinco eixos estratégicos, que envolvem tributação, financiamento e garantias às exportações, custos trabalhistas, logística e facilitação ao comércio – com simplificação de processos aduaneiros que garantam maior agilidade e menores custos – e acordos preferenciais.

Propulsão para Pesados

Para participar deste mercado global o Brasil precisa ampliar seus horizontes de inovação e desenvolvimento nacional. Por isso a Anfavea levou sua proposta, também de consenso da indústria automobilística, para introdução de novas tecnologias de propulsão para veículos pesados. Este projeto se soma ao já apresentado em julho – voltado para leves – para formar um único e completo programa que engloba não somente automóveis e comerciais leves, mas também caminhões e ônibus.

O projeto para veículos pesados pretende promover a utilização de novas tecnologias, fomentar a pesquisa e o desenvolvimento de cada uma delas e oferecer ao consumidor a possibilidade de conhecer o que há de mais avançado em cuidado com o meio ambiente, eficiência e segurança. As empresas que quiserem participar devem estar habilitadas ao Inovar-Auto.

A proposta também classifica as tecnologias em oito diferentes tipos que envolvem o uso de todos os combustíveis conhecidos para este tipo de aplicação: biodiesel, biogás, etanol, diesel de cana, eletricidade, hidrogênio, diesel e gás. Luiz Moan Yabiku Junior acredita que o Brasil não pode perder a oportunidade de investir e pesquisar novas tecnologias:

“O mundo inteiro está pesquisando novas tecnologias, que sejam melhores opções ambientais, econômicas e sociais. Se o Brasil quiser ser pioneiro neste tipo de tecnologia, tem que investir desde já. E esse investimento deve ocorrer não só no produto em si, mas também na qualificação de mão de obra especializada e no desenvolvimento de engenharia e fornecedores locais”.

Os incentivos do programa são destinados ao desenvolvimento de novas tecnologias – e respectivos estímulos para aquisição e criação deste mercado –, engenharia e nacionalização progressiva de componentes.

Luiz Moan Yabiku Junior considera como “missão impossível” o fato de encontrar consenso entre os 28 associados da entidade para formatar projetos como esses: “A primeira missão impossível foi a proposta de novas tecnologias de propulsão para veículos leves, entregue em julho, e a segunda foi o Inovar-Máquinas, apresentado em outubro. Agora, com o Exportar-Auto e as Novas Tecnologias de Propulsão para Veículos Pesados, conseguimos realizar as missões impossíveis 3 e 4”.