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Logística

Publicada em 14/08/2013

Etanolduto mostra a capacidade do setor, diz presidente da Unica

Primeiro trecho do sistema logístico de transporte de etanol foi inaugurado na segunda.

Unica

O Etanolduto é um grande exemplo do tipo de compromisso de longo prazo que as empresas e os parceiros da cadeia produtiva da cana-de-açúcar já demonstraram diversas vezes ao longo dos anos que são capazes de assumir e levar a bom termo. Assim se manifestou a presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Elizabeth Farina, após o evento de inauguração do primeiro trecho do Sistema Logístico de Etanol na manhã de segunda-feira (12/08) em Ribeirão Preto.

Mais de 200 pessoas, inclusive equipes técnicas envolvidas na construção do projeto, participaram do evento que contou com discursos do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, do ministro das Minas e Energia Edison Lobão e da presidente Dilma Rousseff.

“A inauguração de hoje é mais uma prova cabal de que apesar dos enormes desafios que o setor vem enfrentando, continuamos olhando para a frente, com otimismo e confiança na realização de todo o potencial deste setor,” disse Farina após a cerimonia, em que foi descerrada uma placa comemorativa.

Para Dilma Rousseff, “por trás do Etanolduto está uma desafiadora perspectiva de estabelecer uma rede de captação de etanol e distribuição aos mercados consumidores. Um projeto extremamente desafiador e exatamente por isso, promissor.”

Durante o evento, o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, disse que o Etanolduto “é a demonstração de que a modernidade chegou ao setor.” Ele também criticou acusações de que a produção de etanol de cana avança em terras que ainda podem ser cultivadas com outras culturas. “Temos milhões de hectares de terras agricultáveis. Vamos ampliar a produção de etanol de 22 bilhões de litros para 27 bilhões de litros nesta safra e com isso, estaremos contribuindo para manter limpa a matriz energética,” concluiu.

Os 207 quilômetros da primeira fase do duto, desenvolvido pela empresa Logum Logística, vai escoar o biocombustível derivado da cana-de-açúcar do Terminal Terrestre de Ribeirão Preto, onde foi realizada a inauguração, até a Refinaria do Planalto (Replan), em Paulínia. A operação do trecho ficará a cargo da Transpetro, subsidiária da Petrobras.

Quando finalizado, o sistema vai interligar 45 cidades nos estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais com os portos de São Sebastião (SP) e Rio de Janeiro (RJ), onde o combustível será embarcado em navios para exportação. O sistema, que vai integrar ao duto o transporte de etanol em barcaças, terá capacidade para transportar 21 bilhões de litros de etanol por ano, e o custo previsto para a obra é de R$7 bilhões.

Logum Logística

A Logum Logística S.A. é resultado de um projeto único e inovador do empresariado brasileiro dos setores de engenharia, energia e transporte. Seis empresas – Camargo Corrêa Construções e Participações (10%), Copersucar (20%), Raizen (20%), Odebrecht Transport Participações (20%), Petrobras (20%) e Uniduto Logística (10%) – são as responsáveis por reunir, em uma única rede, três projetos individuais de alcooldutos que envolve, além de dutos, complexos sistemas de transporte por hidrovias, rodovias, cabotagem, além de operações em terminais aquaviários, portos e armazéns. O projeto da Logum está sendo financiado pelo BNDES, e faz parte do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento – promovido pelo Governo Federal.