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Logística

Publicada em 05/08/2013

MS, MT e PR debatem alternativas para escoamento por Paranaguá

O Porto de Paranaguá é o segundo mais utilizado para escoamento das matérias-primas sul-mato-grossenses.

Famasul

Integrantes da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), juntamente com secretários de estado e representantes do agronegócio de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná, se reuniram na tarde desta quinta-feira (1º), na sede da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Sistema Famasul), para debater soluções logísticas de escoamento da safra recorde de grãos. Os três estados representam mais de 50% da produção agrícola nacional e são os principais usuários do Porto de Paranaguá e unem forças para que obras de expansão do porto e de logística sejam incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

O Porto de Paranaguá é o segundo mais utilizado para escoamento das matérias-primas sul-mato-grossenses. Informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) revelam que entre 2012 e 2013, as exportações de MS embarcadas pelo porto aumentaram 96%, saindo de 740,6 mil toneladas para 1,4 milhão de toneladas. Com este crescimento, a diferença entre o volume embarcado pelo Porto de Paranaguá e o Porto de Santos vem diminuindo. As vendas estaduais pelo porto paulista somaram 1,8 milhão de toneladas no primeiro semestre.

O superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino, informou que o porto vem adotando medidas para melhorar as condições de escoamento de grãos. "Nos últimos anos já realizamos projetos de melhorias das vias de acessos, ampliamos o pátio de triagem e, entre outras ações, adquirimos novos guindastes. Mas ainda há muito por ser feito", assinalou.

De acordo com Dividino, a Appa tem como meta reduzir as filas de acesso ao porto em 35% nos próximos seis meses; reduzir o prêmio negativo ao produtor - deságio que o preço da saca de grãos sofre ao embarcar relacionado com a cotação da soja na Bolsa de Chicago; abrir novos espaços para transferência de cargas; licitar novos terminais portuários em 2013 e estabelecer terminais privados no Paraná até 2016/17, entre outras medidas.

Segundo o presidente do Sistema Famasul, Eduardo Riedel, os produtores buscam alternativas para melhora da competitividade. "A região Sul do Estado concentra 71% da produção de milho safrinha. O porto de Paranaguá é excelente alternativa de escoamento", salientou Riedel.

O evento contou com a presença do Governador de MS, André Puccinelli, que destacou a importância do diálogo para que o estado continue a produzir de forma eficiente. "Tanto administrativamente, como politicamente, o Governo precisa estar alinhado com o setor. Isso fará com que o custo de produção diminua em MS, PR, SC e RS e, consequentemente, o custo Brasil", ressaltou Puccinelli.

Para a secretária de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo (Seprotur), Tereza Cristina Correa da Costa Dias, não adianta o Estado manter os elevados níveis de produção se não houver boas condições de escoamento. "Mato Grosso do Sul exporta 30% de sua produção pelo porto de Paranaguá e, por causa desta importância, queremos discutir um projeto integrado", enfatizou a secretaria.

Também foi discutida no encontro a melhora das ferrovias do Estado. O governador André Puccinelli defendeu que obras de logística sejam incluídas no PAC, em especial duas ferrovias que estão em estudo. Uma delas sai de Maracaju e passa por Dourados e Mundo Novo chegando até Cascavel (PR). A outra é a Estrada de Ferro EF-267 - Pantanal, que entra por Aparecida do Taboado, passa por Três Lagoas e Dourados e chega até Porto Murtinho. A primeira terá cerca de 350 quilômetros de extensão, já a EF-267 terá cerca de 750 quilômetros. A deficiência da BR 163, que liga os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Pará, também foi abordada na reunião.

Participaram também do encontro desta quinta-feira o secretário de Obras Públicas e Transportes de MS, Edson Girotto, o prefeito de Dourados, Murilo Zauith, o secretário de Infraestrutra e Logística do Paraná, José Richa Filho, o superintendente de Obras da Secretaria Estadual de Transporte e Pavimentação Urbana (Setpu), Tércio Lacerda de Almeida.

Estiveram presentes ainda o secretário-adjunto de Agricultura, Pecuária e Abastecimento da Sedraf, Luiz Carlos Alécio, o presidente da Ferroeste, João Vicente Bresolin, o secretario do Desenvolvimento Rural de MT, Meraldo Figueiredo e o chefe do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), Francisco Simioni. Além de representantes das federações de agricultura e pecuária de MS e PR, da Federação das Indústrias do Estado Mato Grosso do Sul (Fiems) e da Organização das Cooperativas Brasileiras no Estado do Mato Grosso do Sul (OCB/MS).