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Logística

Publicada em 13/01/2015

Governador estuda viabilidade do terminal portuário e Porto Murtinho

O porto interrompeu suas atividades devido a uma ação civil pública.

Do Notícias MS

O governador Reinaldo Azambuja definiu a reativação do porto fluvial de Porto Murtinho como uma das primeiras ações do governo na implantação de uma nova estratégia de logística de transporte para tornar Mato Grosso do Sul mais competitivo. Investir em hidrovias e ferrovias é compromisso desta gestão para dar suporte a um novo ciclo de desenvolvimento regional.

Reinaldo se reuniu na noite de segunda-feira (12) com os secretários Eduardo Riedel (Governo e Gestão Estratégica) e Jaime Verruck (Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico) e o prefeito de Porto Murtinho, Heitor Miranda, para discutir de que forma o governo poderá contribuir no sentido de sanar os entraves jurídicos e burocráticos que impedem o licenciamento e operação do porto.

Diagnóstico

O terminal, atualmente inoperante, é fundamental na construção de uma infraestrutura moderna e confiável, como meio de escoamento da produção das regiões de Dourados e Maracaju pela Hidrovia do Paraguai. O entreposto beneficiará os setores de sucroalcooleiro e soja e também os novos empreendimentos que chegam ao Estado, como o grupo chinês de biotecnologia BBCA.

“O porto de Porto Murtinho é peça fundamental na ação estratégica do governo de investir nos modais ferroviário e hidroviário, hoje incipientes”, explicou o secretário Jaime Verruck. Ele adiantou que o governo vai conversar com todas as partes envolvidas – os sócios privados do terminal e o empresariado, inclusive de países vizinhos – para que se encontre rapidamente uma solução de operacionalização.

A intenção do governador Reinaldo Azambuja, conforme o secretário, é ter um diagnóstico da situação legal do porto, inclusive com parecer da Procuradoria Geral do Estado. O porto interrompeu suas atividades devido a uma ação civil pública que tramita na Justiça desde 2004 questionando concessões de licitação. Hoje o empreendimento tem o controle acionário de um grupo argentino.

Bom negócio

O prefeito Heitor Miranda disse que o porto é viável e considera essencial para sua operacionalização a parceria do Estado com o setor privado. Ele explicou ao governador Reinaldo Azambuja, durante a audiência, que a ampliação do terminal e a instalação de pequenas indústrias em sua área de 100 hectares (dos quais 95% privado) está prevista no Plano Diretor do município.

“O porto é estratégico de exportação e importação para o Mercosul, podendo agregar o minério de Corumbá, a soja produzida no oeste de Mato Grosso e na Bolívia, além de atrair grupos brasileiros que importam produtos de países latinos”, observou o prefeito, citando que o terminal estava recebendo malte e cevada da região de Paissandu, no Uruguai, que abastece 40% do setor cervejeiro do Brasil.

Atualmente, o porto tem capacidade para 500 mil toneladas/ano de grãos e nos primeiros cinco anos movimentou 400 mil toneladas de produtos diversos, como cimento, açúcar, soja e fertilizantes. A unidade também está apta para o transporte de gado em pé, conforme licenciamento do Ibama em 2009. “A ativação do porto será um bom negócio para todos, inclusive para o governo do Estado”, diz Miranda.