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Logística

Publicada em 14/05/2014

CNA defende novas rotas de escoamento para produção

Assunto foi debatido em simpósio sobre hidrovias na Câmara dos Deputados.

Da CNA

O consultor Luiz Antonio Fayet, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), defendeu nesta terça-feira (13/05), em Brasília, a utilização de novas rotas para escoamento da produção agropecuária como forma de reduzir os elevados custos de transporte e de garantir renda para as economias produtoras. A logística de transporte foi tema do I Simpósio Hidrovias, organizado pela Comissão de Viação e Transportes (CVT) da Câmara dos Deputados.

Durante o evento, que reuniu autoridades, empresários e especialistas em logística, Fayet destacou os altos custos para transporte de cargas das lavouras até os portos no Brasil. Em 2013, o escoamento de uma tonelada de produtos agropecuários custou US$ 92, valor muito superior ao gasto em outros países que produzem alimentos e concorrem com o Brasil no mercado internacional: US$ 23 por tonelada nos Estados Unidos e US$ 20 por tonelada na Argentina.

Ao alertar para a mudança geográfica da produção agropecuária do Brasil para as novas fronteiras do Norte e Centro-Oeste nos últimos anos, ele lembrou que, em 2013, 60 milhões de toneladas de soja e milho produzidas acima do Paralelo 16º foram transportadas de caminhão para os portos do Sul e Sudeste. Esta é uma quantidade elevada. “No ano passado, o movimento total de importação e exportação em Paranaguá somou 46 milhões de toneladas”, comparou o consultor.

No simpósio, o diretor do Departamento de Planejamento e Avaliação da Política de Transportes do Ministério dos Transportes, Francisco Luiz Baptista Costa, apresentou o Plano Hidroviário Estratégico (PHE), diagnóstico que avalia a situação dos rios, a navegabilidade, os aspectos socioambientais, o reconhecimento de campo e a análise econômica.

O estudo mostra que, em 2011, era possível transportar 25 milhões de toneladas por 6.500 quilômetros de hidrovias. Investimentos podem elevar para 120 milhões de toneladas a capacidade de transporte em 9.500 quilômetros até 2031. Para atingir este patamar, são necessários investimentos públicos (R$ 17 bilhões) em obras e adequações das hidrovias e privados (R$ 9 bilhões) para a adequação da frota.