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Logística

Publicada em 04/10/2013

Aprosoja/MS avalia porto de Iquique como apto para escoamento

Missão que analisa a viabilidade da Rota do Pacíficio analisou estrutura do terminal nesta quarta.

Aprosoja/MS

A infraestrutura e o trabalho desenvolvido pelos chilenos no Porto de Iquique, no Chile, são considerados de alta qualidade. e o embarque dos grãos sul-mato-grossenses poderia iniciar imediatamente. A avaliação é do diretor executivo da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS – Sistema Famasul), Lucas Galvan, que junto a empresários brasileiros, viajou de Campo Grande a Iquique, em busca de nova rota de exportações para as commodities do Estado e ainda avaliar as instalações do terminal portuário. A visita técnica ocorreu nesta quarta-feira (2).

De acordo com Galvan o porto de Iquique é tão adequado para o escoamento quanto os portos brasileiros, mas se destaca pela eficiência, falta de filas de espera para descarga e custos. “Os custos marítimos pelo Chile são infinitamente mais vantajosos e permite que os prazos de entrega dos grãos sejam cumpridos, evitando interrupção de contratos e prejuízos”, afirma o diretor, ao considerar que em pico de exportações de MS, caminhoneiros chegam aguardar três dias para o embarque da carga e até 10 para a chegada do navio aos portos brasileiros.

Além da capacidade, há interesse por parte do Chile no despacho dos grãos do Brasil. Segundo o gerente de administração de finanças do Porto de Iquique, Juan José Ramírez Nordheimer, as ações que favorecerão o sul da América já tiveram início. “Esperávamos essa oportunidade com brasileiros há anos e hoje trabalhamos para aumentar a capacidade do porto e conectar o Brasil com o mundo, através de sua produção agrícola”, enfatiza Ramires, que recentemente solicitou ao Ministério de Relações Internacional do Chile, cerca de sete hectares para ampliação do porto em prol da recepção da carga brasileira e de demais países vizinhos, nos próximos anos.

Embora a avaliação positiva de Iquique, a Aprosoja/MS defende o desenvolvimento das exportações também pelo Atlântico e considera a possibilidade de que nos próximos anos não ocorra superlotações de caminhões nos portos, apesar da crescente produção nacional. “Com a rota bioceânica funcionando, quem ganha é a América Latina. E quanto mais opções de rotas, menos chances de prejuízos aos cofres brasileiros”, destaca Galvan.

Para chegar ao porto de Iquique, além da rota que cruza a Bolívia, passando por Santa Cruz de La Sierra e Cochabamba, os executivos da expedição Rota da Integração Latino-Americana, apostam no asfaltamento de 450 quilômetros que corta o Paraguai, para que assim haja ganho de tempo e agilidade no transporte.

Organizada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Carga e Logística de Mato Grosso do Sul (Setlog-MS), a expedição Rota da Integração Latino-Americana está em reta final. Após a visita ao porto de Iquique, os empresários seguem para Asunción, no Paraguai, para reunião no próximo sábado (5), com o presidente do país, na busca por mais uma oportunidade de escoamento. Além da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul) e da Aprosoja/MS, outras 17 empresas participam na Rota da Integração Latino-Americana.