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Publicada em 26/10/2012

CNT e Sest Senat avaliam 62% das rodovias de MS como regular

O levantamento avaliou o pavimento, a sinalização e a geometria das rodovias.

Sest/Senat

Em Mato Grosso do Sul foram avaliados as condições gerais de 4,2 mil quilômetros de rodovias federais e estaduais, destes 62,7% encontram-se em situação regular, ruim ou péssimo e 37,3% classificados de bom a ótimo. A pesquisa divulgada nesta última quarta-feira (24/out.) foi realizada pela CNT e o Sest Senat em 95,7 mil quilômetros do Brasil, de 25 de junho a 31 de julho de 2012.

Em 2012 a pesquisa esta em sua 16ª edição, sendo realizada desde o ano de 1995 com o objetivo é divulgar um panorama atual das rodovias brasileiras, a fim de contribuir para o planejamento de ações que melhorem a qualidade e manutenção das rodovias que, são meios essenciais para o Transporte.

O levantamento avaliou o pavimento, a sinalização e a geometria das rodovias, o que permitiu a classificação dos trechos em ótimo, bom, regular, ruim e péssimo. No MS 45,2% das estradas estão em estado regular, o que corresponde a 1.932 km, 29,5% em situação boa (1.261 km), 15,7% estão ruins (669 km), em estado ótimo, estão 7,8% (333 km) e 1,8% classificado como péssimo (77KM).

A BR – 359 foi a rodovia sul-mato-grossenses avaliada como boa. A MS-443 e a BR-483 são as estradas consideradas péssimas; as ruins são MS-271, BR-359, MS-240, MS-306 e BR-497. Segundo a avaliação da CNT, são necessários o investimento de no mínimo R$ 1,87 bilhões.

Na avaliação da diretora do Sest Senat em Campo Grande, Andréia Castanheira, a falta de providências eficazes no ano passado, gerou o aumentou de gastos para 2012.

“Enquanto que em 2011 tínhamos 568 km de rodovias para recuperação, a um custo estimado de mais de 1 bilhão de reais, a falta de providências eficazes e de maior amplitude, fizeram com que apesar de, termos menos quilômetros para recuperar em 2012 - cerca de 274 km, os gastos estimados para esse trabalho, sejam ainda maiores agora, extrapolando a marca de 1, 8 bilhões”, afirmou.

No entanto, a diretora faz um comparativo positivo em relação ao ano de 2011 no quesito da conservação das rodovias. “Nesse ano pode-se perceber que o índice de melhoria na conservação das rodovias aumentou em torno de 10%, ou seja, há um trabalho de cuidado e providências. Mas há de se fazer uma referência as rodovias de maior tráfego, que precisam de recuperação e tratativas mais eficazes, pois, rodovias em mau estado de conservação, significa prejuízo para o Setor, maior risco para seus usuários, e consequentemente maiores índices de acidentes”, finalizou.