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Sustentabilidade

Publicada em 14/05/2013

Criador de método de produção sustentável está no MS para capacitações

Produtores de orgânicos da Capital recebem kits para comercialização.

Sebrae/MS

Nos dias 15,16 e 17 de maio, o engenheiro agrônomo senegalês Aly Ndiaye, idealizador da metodologia de cultivo de alimentos em mandalas que deu origem ao projeto PAIS – Produção Agroecológica Integrada Sustentável – visita propriedades localizadas no Pólo de Orgânicos de Campo Grande para realizar capacitações com técnicos e produtores rurais.

O objetivo é prepará-los para comercializar os produtos, atendendo à demanda crescente por alimentos saudáveis e garantindo assim maior renda. “Cerca de 70% do que comemos vem da agricultura familiar, então, temos que ampliar mais a atividade. Antes, trabalhávamos com três canteiros, por exemplo, hoje são cinco”, ressalta Aly.

Segundo ele, é necessário que o consumidor também tenha uma visão sistêmica na hora de decidir pela compra do produto orgânico na gôndola do supermercado. “Às vezes, leva-se o convencional por causa de alguns centavos a menos no preço do quilo. Mas gasta-se milhões de dinheiro público para recuperar a contaminação pelo uso de agrotóxicos, enquanto esta verba poderia ter outro destino”, atenta o especialista.

Para Tito Estanqueiro, diretor-técnico do Sebrae no MS, uma das entidades parceiras que fomentam o PAIS, é preciso aumentar e qualificar a produção cada vez mais. “Há a necessidade da criação de agropólos no entorno de Campo Grande, para que não precisemos importar mais de 80% de hortifrútis de outros Estados, como acontece hoje”.

Equipamentos para comercialização

Na manhã desta segunda-feira (13), na sede da entidade de apoio às micro e pequenas empresas na Capital, representantes do Sebrae, da Fundação Banco do Brasil, da Prefeitura Municipal de Campo Grande e da Organocoop (Cooperativa dos Produtores Orgânicos da Agricultura Familiar da cidade) assinaram um termo de cessão de uso de materiais e equipamentos para manipulação e comercialização da produção dos participantes do PAIS.

“Sabemos que sem o esforço de todos nada disso seria possível. Vamos acreditar, vencer obstáculos que podem aparecer e seguir em frente”, reforçou Giljane Dourado, gerente de negócios de desenvolvimento sustentável do BB. A Fundação Banco do Brasil é responsável por financiar o projeto.

As ferramentas – caixas, aventais e barracas de feira, além de mesas e pias para lavar os alimentos – já foram entregues aos produtores e a indústria de processamento está sendo instalada na Incubadora Municipal Norman Edward Hanson, localizada no bairro Santa Emília. “Estamos à disposição para dar continuidade ao projeto”, afirmou Giovana Corrêa, superintendente da Secretaria do Agronegócio da Sedesc, representando o prefeito Alcides Bernal.

A indústria pode produzir até 500 quilos de alimento orgânico e beneficiará 45 famílias, mas, ainda de acordo com o presidente da Organocoop, Osmar Schossler, a estimativa é que este número chegue em breve a 80, com os trabalhos para associar produtores das cidades próximas à Capital; como Bandeirantes, Terenos e Sidrolândia. “Já trabalhamos há dois anos e hoje estamos com vários caminhos para colocar nossa produção no mercado, atender aos consumidores e participar do desenvolvimento local”, diz.

Capacitações

Hoje, existem 120 propriedades em Campo Grande que fazem parte do PAIS; metade delas certificada para a produção de orgânicos. As capacitações técnicas desta quarta, quinta e sexta-feira começam a partir das 8 horas e seguem até às 18 horas. O Pólo de Orgânicos fica na Avenida 7 – Lote 20 – Quadra 12; dentro do Polo Empresarial Oeste, na saída para Terenos.