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Sustentabilidade

Publicada em 19/10/2012

Agroecologia reúne produtores e pesquisadores em Glória de Dourados

Evento está reunindo produtores, técnicos, pesquisadores estudantes de todas as regiões do País.

Embrapa Agropecuária Oeste

Foram abertos, no Dia Mundial da Alimentação, 16 de outubro, o 4º Seminário de Agroecologia de Mato Grosso do Sul e o 3º Encontro de Produtores Agroecológicos de MS, em Glória de Dourados, na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS). Até está quinta-feira (18), mais de 400 pessoas trocarão experiências em agroecologia sob a temática do saber tradicional e científico. Produtores familiares, técnicos, pesquisadores, estudantes e educadores, vindos de Estados de todas as regiões brasileiras, vão assistir a relatos de experiências, sessão de pôsteres, assim como participar de oficinas, mesa redonda e palestras.

No primeiro dia, foi realizada abertura artística, com a apresentação da Orquestra Indígena de viola, da aldeia Te’yikue, de Caarapó, MS, e da Banda Marcial de Glória de Dourados. Após a abertura solene, iniciada às 19h30, o diretor técnico da Emater e superintendente técnico da Ascar, Gervásio Paulus, realizou a Conferência “O saber tradicional e o científico – A interação encurtando caminhos para o desenvolvimento sustentável”.

Paulus ressaltou que há desafios para que a interação aconteça entre os conhecimentos gerados pela pesquisa e pelo saber tradicionais das comunidades agrícolas. Entre elas, ele destacou a sistematização de experiências como forma de refletir a prática, a abertura do mundo acadêmicoao saber próprio das comunidades e a necessidade de geração de uma força socioambiental. “A sociedade, como um todo, precisa se envolver nessa temática para que a agroecologia possa avançar”, disse.

Para o presidente da Comissão Organizadora, Olácio Komori, “cada estado brasileiro está construindo, a seu modo, a história da agroecologia, e os seminários são, de certa forma, um balizador dessa construção, já que a cada dois anos todos se reúnem, discutem e planejam como serão os próximos dois anos”, disse. Komori lembrou também que a que a instituição da Política Nacional de Agroecologia e Produtos Orgânicos (PNAPO) vai contribuir para que o Brasil esteja realmente entre os países com potencial para o crescimento da produção orgânica.