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Sustentabilidade

Publicada em 07/01/2013

Faber-Castell lança borracha com plástico feito a partir do etanol de cana

Produto reforça compromisso da marca com a sustentabilidade e responsabilidade socioambiental.

Anderson Viegas*

Do açúcar, passando pelo etanol e agora a bioeletricidade, biodiesel, diesel de cana, gasolina de cana, papel e bioplástico, isso sem falar nos estudos e projetos, muitos já com viabilidade econômica, para produzir compostos para as indústrias químicas, petroquímica, de cosméticos e de alimentos. O leque de produtos que têm a cana-de-açúcar como matéria-prima não para de crescer.

Um dos principais destaques deste novo rol de produtos é o plástico verde. No Brasil, a Braskem, braço petroquímico do Grupo Odebrecht, tem intensificado suas pesquisas e vem obtendo excelentes resultados com o bioplástico feito a partir do etanol de cana. O uso do produto no setor industrial vem se difundido rapidamente.

A Faber-Castell, uma das maiores fabricantes mundiais de lápis e outros materiais escolares e para escritórios, como parte do seu compromisso com a sustentabilidade e responsabilidade socioambiental, também começa a utilizar o bioplástico de cana na composição de seus produtos.

Neste início de ano a Faber-Catell lançou no mercado a borracha com plástico verde. A borracha, conforme a empresa, é envolvida em uma capa de plástico (veja na foto acima) produzida com polietileno verde da Braskem. O produto já está disponível em todas as lojas, papelarias e grandes varejistas do Brasil.

Segundo o diretor de marketing da empresa, Carlos Zuccolo, a responsabilidade social é um dos pilares da Faber-Castell e, por isso, está presente em todas as etapas dos diferentes negócios do grupo. “Ao investir em iniciativas da área de sustentabilidade, buscamos aumentar a consciência ambiental da população para a importância de preservar o meio em que vivemos”, comenta.

Outras iniciativas

No Brasil, a Faber-Castell trabalha exclusivamente com madeira reflorestada desde a década de 80, tendo estabelecido seu maior projeto no município de Prata-MG, onde a empresa mantém 9,6 mil hectares divididos em 10 parques florestais.

A biodiversidade também é uma preocupação permanente da empresa. Há 20 anos, a Faber-Castell criou o Projeto Animalis, que monitora e identifica os animais que vivem dentro dos parques florestais. Outra iniciativa nessa área é o projeto Arboris, que consiste na preservação, recuperação e adensamento dos remanescentes da flora nativa presente nos parques florestais da empresa.

A Faber-Castell mantém ainda uma parceria com a empresa de logística reversa TerraCycle para um programa de coleta que permite a transformação de milhares de instrumentos de escrita como canetas, marcadores, entre outros, e suas respectivas embalagens em matéria-prima reciclada, o que evita o descarte de resíduos no meio ambiente.

Créditos de Carbono e Energia Renovável

A Faber-Castell controla rigorosamente a emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE). O último inventário divulgado no início do ano aponta que a empresa registrou, em 2010, uma captura de CO2 oito vezes maior que a quantidade emitida em todas as operações controladas pela matriz brasileira. Isso representa um incremento de 6,3% em relação ao resultado obtido em 2008.

Os dados positivos refletem os investimentos da empresa em áreas de reflorestamento e na preservação de reservas nativas. Em 2004, a Faber-Castell também recebeu o certificado ISO 14001, conquistando a recertificação em 2010. Além disso, a companhia utiliza energia proveniente

de fontes renováveis e conquistou o primeiro lugar no ranking das empresas que mais utilizam energia elétrica de fontes alternativas renováveis no Brasil em 2011 - divulgado recentemente pela Bloomberg New Energy Finance (Bnef).

(*Com informações da assessoria da Faber-Castell)