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Sustentabilidade

Publicada em 19/09/2014

Fiems defende formação de comitês para discutir gestão de recursos hídricos

O presidente do Coema da Fiems, Isaías Bernardini, participou da abertura de curso.

Da Fiems

Com o objetivo de promover uma capacitação sobre o SINGREH (Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos), o Coema (Conselho Temático Permanente de Meio Ambiente) da Fiems e a CNI promoveram, nesta quinta-feira (18/09), no Edifício Casa da Indústria, em Campo Grande (MS), encontro voltado para desenvolvimento de capacidades e competências nos representantes da indústria para atuar nos colegiados do Sistema Nacional de Recursos Hídricos.

Durante a abertura do curso, que prossegue até esta sexta-feira (19/09), o presidente do Coema da Fiems, Isaías Bernardini, ressaltou a importância de discutir o tema e afirmou que a melhor forma de gerir os recursos é por meio dos comitês de bacias hidrográficas administrados por representantes de órgãos e entidades públicas, dos usuários das águas e sociedade civil. “É através dos comitês que se constrói uma política estadual de recursos hídricos. Sua grande atribuição é definir instrumentos de gestão, tanto nos aspectos quantitativos, como nos aspectos qualitativos”, declarou.

Com a presença de representantes da CNI e especialistas no tema, foram abordados assuntos como a Política Nacional de Recursos Hídricos, o Sistema Estadual de Recursos Hídricos, a participação da indústria nos Sistemas de Gerenciamento de Recursos Hídricos, além de conceitos básicos sobre hidrologia e estudos de caso. De acordo com o coordenador da Rede de Recursos Hídricos da CNI, Percy Soares, o foco do gerenciamento dos recursos hídricos sobre a visão produtivista está no planejamento em longo prazo, na alocação de água, na estabilidade no fornecimento e preços, além das oportunidades a partir competição entre usos e usuários da água quanto à pressão regulatória, risco dos negócios e sinergia, infraestrutura de uso múltiplo e reuso.

“Há uma preocupação social quanto à água e ao saneamento para as pessoas a um preço justo, enquanto na questão ambiental está ligada à conservação dos ecossistemas e de suas funções, bem como a questão econômica no que diz respeito à água para energia, navegação, produção de alimentos e indústria”, pontuou Percy Soares. O representante da Fiems no Comitê da Bacia Hidrográfica do Miranda, Ivo Scarcelli, disse que a indústria precisa acompanhar de perto as discussões. “É importante para que a indústria do estado tome decisões articuladas e se posicione na interface com outros segmentos”, comentou.

Já a assessora de meio ambiente da Fieg (Federação das Indústrias do Estado de Goiás) e representante no Comitê da Bacia Hidrográfica do Paranaíba, Elaine Farinelli, destacou que a capacitação sensibiliza as indústrias a defender seus interesses. “Nesse curso, discutimos temas importantes como a disponibilidade e qualidade da água, bem como fatores para sua gestão, por isso, a indústria deve garantir voz e lugar nessa discussão”, falou.