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Sustentabilidade

Publicada em 12/11/2012

Sustentabilidade dita o ritmo do crescimento do setor, diz Biosul

Segundo Biosul, em MS expansão ocorre principalmente em áreas de pastagens.

Anderson Viegas

A sustentabilidade tem ditado o ritmo do crescimento do setor sucroenergético em Mato Grosso do Sul, segundo dados apresentados nesta quinta-feira (8), pelo presidente da Associação dos Produtores de Bioenergia (Biosul), Roberto Hollanda, durante o 4º Seminário Açúcar Ético, em Dourados.

Hollanda destacou que em um período de 34 anos a moagem de cana no Estado saltou de 100 mil toneladas para chegar a 38,6 milhões que deve atingir nesta safra, o que coloca Mato Grosso do Sul como o quinto maior produtor nacional. Com essa quantidade de matéria-prima o setor deve processar neste ciclo 1,920 milhão de toneladas de açúcar, 1,990 bilhão de litros de etanol e cogerar 1.300 Gwh.

Essa expansão, segundo o presidente da Biosul tem ocorrido de modo sustentável, tanto que o setor ocupa atualmente com 648 mil hectares cultivados, apenas 3% da área do Estado, e a incorporação de novos campos de plantio da cana vem ocorrendo principalmente em antigas pastagens degradadas (87%).

Conforme Hollanda, a expansão da cana sobre áreas de pastagens degradadas no Estado possibilitou o seqüestro equivalente a 260 mil toneladas de CO2 no solo nos últimos cinco anos.

Mato Grosso do Sul, de acordo com ele, é também o Estado do País em que o processo de mecanização está mais adiantado, com 94% da colheita sendo mecanizada.

No que se refere aos aspectos trabalhistas do setor, o presidente da Biosul apontou que o setor gera diretamente 30 mil empregos com suas 22 plantas em operação e pelo menos 90 mil indiretos, e que destas vagas, 83% são permanentes.

Também ressaltou que o segmento tem o maior salário médio da agricultura no Estado, com R$ 1.487, a segunda maior massa salarial de Mato Grosso do Sul, com R$ 588,9 milhões, e ainda é o terceiro maior empregador.

Na questão social, Hollanda ressaltou que as usinas mantém 34 projetos sociais e assistência médica a mais de 20 mil pessoas, além de praticarem a sustentabilidade corporativa. A entidade, em parceria com as próprias usinas e outras instituições investe também em capacitação. Somente o Senai/MS capacitou no ano passado mais de dois mil alunos em 20 cursos.