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Sustentabilidade

Publicada em 06/12/2013

Guia de árvores mostra possibilidades de recuperação do cerrado

Ao aliar ciência e legislação, livro lançado pelo IICA mostra possibilidades de recuperação do cerrado em regiões agrícolas.

IICA

A publicação Guia de árvores para a restauração do Oeste da Bahia mostra como é possível aliar produtividade com o ambiente natural. A aplicação de parâmetros legais e do conhecimento científico pode favorecer esta equação e recuperar áreas degradadas. A região localizada na bacia do Rio São Francisco é a área onde ocorre a maior expansão agropecuária sobre a cobertura do cerrado nas últimas décadas.

Cerca de 40% da área ocupada pelo bioma no país já foi convertido para a agricultura. O Cerrado se estende por dois milhões de km², o que representa 23% do território nacional. Devido ao risco de perda de sua riqueza biológica e cultural em decorrência da atividade humana, o Cerrado é prioridade mundial para conservação.

O trabalho que resultou no livro foi desenvolvido pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), em parceria com o Ministério da Integração Nacional, Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), universidades de Brasília (UnB) e Federal da Bahia (UFBA), Secretaria de Meio Ambiente e de Recursos Hídricos da Bahia (Semarh-BA) e The Nature Conservancy (TNC).

Recuperação de áreas degradas

O livro, disponível em PDF no site do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), mostra o resultado do trabalho de especialistas numa das fronteiras agrícolas brasileiras mais recentes e produtivas do país. A partir da identificação de espécies regionais endêmicas, foi desenvolvida uma estratégia para a recuperação das áreas degradadas decorrentes do manejo inadequado do solo na região. A publicação ainda reúne informações técnicas para estímulo à produção de mudas de árvores em viveiros e horto florestais na região.

O representante do IICA no Brasil, Manoel Otero afirma no prólogo do livro que o instituto, além de fomentar iniciativas como a que resultou no Guia, pretende mostrar experiências exitosas como essa para os outros países onde atua. “Esperamos colher no Brasil lições valiosas que possam ser úteis em outros países das Américas, para um processo de desenvolvimento e consolidação da agricultura no continente”.

Para o coordenador de Recursos Naturais e Adaptacão às Mudanças Climáticas do escritório nacional do instituto, Gertjan Beekman, a contribuição do livro vai além da sustentabilidade ambiental na agricultura e chega também às cidades. “O manejo adequado dos recursos naturais, além dos benefícios ambientais, pode gerar benefícios sociais e econômicos, por meio do pagamento por serviços ambientais, o que gera bem estar e qualidade de vida à população rural e urbana”, avalia.