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Sustentabilidade

Publicada em 25/11/2013

Potencia instalada para cogeração em usinas atinge o equivalente a Belo Monte

As termelétricas a biomassa em geral, com seus 11.250 MW em operação, representam mais de 8% do total da matriz brasileira.

Do CanaNews com informações da Unica

O total de potencia instalada de cogeração de bioeletricidade nas 474 usinas sucroenergéticas em operação no Brasil atingiu neste mês de novembro 11.250 MW, uma capacidade superior a que será estabelecida pela usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, que até 2019 deve chegar a 11.233 MW.

Belo Monte será a terceira maior hidrelétrica do mundo, ficando atrás somente da usina chinesa Três Gargantas, que tem capacidade para gerar até 22.400 MW e de Itaipú, que tem potencia instalada para produzir até 14.000 MW.

Para o gerente em bioeletricidade da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Zilmar Souza, isto mostra o potencial que tem a fonte biomassa em geral, particularmente o bagaço e a palha da cana-de-açúcar.

“O novo patamar atingido é motivo de orgulho, mas não podemos comemorar como deveríamos pois ainda temos dúvidas sobre as perspectivas de longo prazo e o avanço dessa fonte na matriz elétrica. A biomassa já é estratégica para a matriz brasileira, mas temos muito potencial ainda para avançar,” comenta.

Potencial pouco utilizado

Dados da Agencia Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mostram que a capacidade convencionada total do Brasil atualmente é de 133.848 MW e as termelétricas a biomassa em geral, com seus 11.250 MW em operação, representam mais de 8% do total da matriz brasileira. Isso coloca a biomassa em terceira posição, atrás apenas das usinas hidrelétricas e a gás natural.

De acordo com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a bioeletricidade em geral ofertada para o setor elétrico em agosto deste ano, por exemplo, respondeu por 5,3% do consumo de energia elétrica no Brasil, justamente no período crítico para o setor elétrico, ou seja, no chamado período seco, de abril a novembro de cada ano.

Para Souza, é possível ir além dessa contribuição já significativa pois, segundo a própria Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o potencial técnico de exportação para o sistema elétrico pela bioeletricidade da cana, até 2022, seria da ordem de 14 GW médios. Esse total equivale à energia produzida por três usinas do porte do aproveitamento hidrelétrico de Belo Monte.