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Agrícola & Iindustrial

Publicada em 25/10/2012

Desafio do setor é dobrar sua produção de cana em 7 anos, diz Leão

Diretor da Unica foi um dos palestras do 6º Canasul, em Dourados.

Anderson Viegas

De Dourados (MS) –

Com a perspectiva de aumento do consumo do etanol nos mercados interno e externo, do crescimento do consumo de açúcar e de eletricidade e ainda da crescente demanda de matéria-prima para novos produtos, o setor sucroenergético nacional tem o desafio de dobrar sua produção de cana em um período de sete anos, passando de 560 milhões de toneladas para 1,2 bilhão de toneladas.

A avaliação foi feita pelo diretor executivo da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), Eduardo Leão, durante palestra no 6º Congresso da Cana de Mato Grosso do Sul (Canasul), em Dourados.

Para exemplificar esse aumento de demana para o setor, Leão citou as projeções feitas para os veículos flex. A frota de carros bicombustíveis do País, deve passar dos atuais 51% para 81% e das motos saltar dos 11% para 61%.

No caso da eletricidade, ele aponta que a perspectiva é de um crescimento de 4,5% ao ano e que o setor tem um potencial previsto de geração até 2020 de 15.287 MW médios, o que representa o equivalente a três usinas de Belo Monte.

O diretor da Unica aponta ainda que para suprir o mercado doméstico do açúcar e manter 50% de participação no mercado mundial do alimento, o setor sucroenergético brasileiro terá de ampliar sua produção até 2020 em 15,7 milhões de toneladas, saindo das 35,3 milhões de toneladas do ciclo passado e chegando até 51,1 milhões de toneladas.

Leão diz ainda que se projeto o aumento da demanda de cana para fabricação de novos produtos, como o plástico verde, o diesel da cana, o querosene, a gasolina de cana, entre outros, além da perspectiva de internacionalização do etanol, com o incremento de consumo principalmente nos Estados Unidos.

Mesmo com a demanda crescente, o diretor da Unica diz que o setor enfrenta uma crise em razão da perda de rentabilidade, em que o custo de produção aumentou e a receita caiu. Como resultado deste processo, o segmento estagnou e 10% das usinas pararam de moer.

Para que o setor retome o seu ritmo de crescimento, Leão apresenta uma série de propostas. Entre elas se destaca a necessidade de um planejamento estratégico da matriz energética com uma meta estabelecida de participação do etanol, desoneração tributária e incentivos a projetos de novas usinas e de bioeletricidade.