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Agrícola & Iindustrial

Publicada em 09/05/2013

MS ainda tem 45% da soja da safra 2012/2013 estocada, diz Aprosoja

Produtores estão a espera de aumento das cotações para vender essa sobra da safra.

Anderson Viegas

Mato Grosso do Sul tem ainda cerca de 45% da soja colhida na safra 2012/2013 estocada em seus armazéns, a espera de uma melhora nas cotações para ser comercializada. A informação é da Associação dos Produtores de Soja do Estado (Aprosoja/MS).

Segundo dados do Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio de Mato Grosso do Sul (SIGA-MS), a produção chegou a 6,048 milhões de toneladas, um incremento de 30,6% em relação aos 4,628 milhões de toneladas colhidas na safra 2011/2012.

Conforme estimativa da Aprosoja/MS, cerca de 2,721 milhões de toneladas da oleaginosa estão armazenadas nos silos do Estado.

De acordo com o diretor executivo da Aprosoja/MS, Lucas Galvan, com uma safra recorde no Brasil e a expectativa de uma boa produção nos Estados Unidos, os preços da soja estão sendo pressionados para baixo, com isso, os produtores sul-mato-grossense estão preferindo estocar os grãos a espera de uma melhora das cotações.

Em Mato Grosso do Sul, Galvan diz que a comercialização do grão tem ainda uma outra peculiaridade. O governo do Estado para compensar as perdas com a Lei Kandir, que isenta de ICMS as exportações de produtos primários, exige que para cada quilo de soja exportado a mesma quantidade seja vendida internamente, para que sofra tributação.

“Com essa obrigatoriedade, boa parte da soja que ainda está nos nossos armazéns vai ter de ser comercializada internamente. Até por isso, os produtores também estão esperando mais um pouco para vender o produto”, comenta.

Com grande volume de soja estocado, perspectiva de produção recorde de milho safrinha, em torno de 6,3 milhões de toneladas, e uma capacidade de armazenagem de aproximadamente 7,5 milhões de toneladas, o agricultor do Estado pode enfrentar nos próximos meses, conforme Galvan, um novo gargalo logístico, o da falta de espaço para guardar seus grãos.

Já prevendo o problema, ele diz que o setor produtivo já encaminhou pedido ao governo federal para que boa parte da produção de milho safrinha do Estado seja destinada a exportação ou escoada para o Nordeste do País.