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Agrícola & Iindustrial

Publicada em 08/04/2013

Cerca de 40% das usinas de MS já iniciaram a moagem da safra 13/14

Parque sucroenergético do Estado vai ganhar mais duas novas unidades neste ciclo.

Anderson Viegas

Das 24 usinas sucroenergéticas que estarão em atividade em Mato Grosso do Sul na safra 2013/2014, pelo menos 10, o equivalente a 40%, já iniciaram a moagem, segundo estimativa da Associação dos Produtores de Bioenergia do Estado (Biosul).

Conforme a entidade, a expectativa é que até fim de abril mais dez unidades comecem a colher e processar matéria-prima e até o fim de maio outras quatro plantas entrem em operação. Entre essas 24 usinas, duas usinas são novas, a Aurora, em Anaurilândia, e a Vale do Ivinhema, em Ivinhema.

A usina Vale do Ivinhema, do grupo Adecoagro, inclusive, vai ser inaugurada oficialmente no dia 26

de abril, dentro de uma programação que inclui o Seminário de Agroenergia do Projeto Agora e o Lançamento Nacional da Safra da Cana-de-Açúcar 2013/2014.

Nesta safra, Mato Grosso do Sul, conforme estimativa divulgada no início da semana pela Biosul, deve ter um aumento de 18,3% da produção de cana, saltando de 37,2 milhões de toneladas para 44,1 milhões de toneladas.

Segundo a entidade, esse aumento ocorrerá, se a safra não for novamente prejudicada pelas influências climáticas, em razão da entrada em operação das duas novas unidades, ampliando de 22 para 24 o número de usinas em atividade no Estado e também do processo natural de expansão da capacidade instalada das plantas que já estão em operação.

A área de corte da cultura, por exemplo, passará de 542,8 mil hectares para 626,5 mil hectares, um incremento de 15,4%. A produtividade dos canaviais do Estado também deverá aumentar, passando de 68,7 toneladas por hectare para 70,4 toneladas por hectare, 2,5%, de ampliação, mas ainda ficará longe da média histórica que é de aproximadamente 80 toneladas por hectare.

Além do aumento de produção, a matéria-prima produzida também terá mais qualidade. O índice de Açucares Totais Recuperáveis (ATR), vai subir 1,4%, de 136,8 por tonelada de cana vai passar para 138,8 por tonelada de cana.

O mix, ou seja, a quantidade de cana que é destinado a fabricação de cada produto deverá ser ainda mais alcooleiro no próximo ciclo, passando dos 64% registrados na safra passada para 66% da cana processada sendo destinada a produção de etanol.

Com maior quantidade de matéria-prima disponível, as usinas devem superar patamares históricos de produção. A de etanol vai crescer 22,8%, pulando de 1,915 bilhão de litros para 2,352 bilhões de litros, um crescimento de 22,8%.

Desse total, 70,8%, o equivalente a 1,667 bilhão de litros serão do etanol hidratado, que é utilizado diretamente nos veículos flex e nos que consomem somente o biocombustível.

Em relação ao açúcar, a elevação da produção será ainda maior, 26,1%. Vai passar de 1,742 milhão de toneladas para 2,197 milhão de toneladas.

O setor sucroenergético de Mato Grosso do Sul deve contabilizar ainda no novo ciclo frente ao anterior um crescimento de 27% na energia entregue ao Sistema Interligado Nacional, passando de 1.292 GWh para 1.682 GWh.

Segundo o presidente da Biosul, Roberto Hollanda, a bioeletricidade que o setor exporta já seria suficiente para atender todo o consumo residencial de Mato Grosso do Sul. O número de unidades que vende o excedente de energia deve passar de 9 para 11 até o fim da nova safra.