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Agrícola & Iindustrial

Publicada em 15/01/2013

Governo federal espera retomada da produtividade dos canaviais

Prorenova foi prorrogado por mais um ano, com dotação de R$ 4 bilhões.

MAPA

A crise financeira mundial de 2008 e as adversidades climáticas, com um ano de excesso de chuva seguido de estiagem, fez com que o produtor rural não renovasse seu canavial nem aplicasse os tratos cultuais adequados à manutenção da produtividade. A justificativa é do secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Gerardo Fontelles, após o BNDES divulgar a prorrogação do Programa de Apoio à Renovação e Implantação de Novos Canaviais (Prorenova). “Com o programa, espera-se o retorno da produtividade, pelo menos, aos patamares anteriores à crise, que era em média entre 80 e 85 toneladas por hectares”, disse.

O Programa Prorenova foi prorrogado até 31 de dezembro deste ano e terá recursos de R$ 4 bilhões. Lançado no início de 2012, o programa tem como objetivo incentivar a produção de cana-de-açúcar por meio de financiamento à renovação dos canaviais antigos e à ampliação da área plantada. Esta é uma condição fundamental para aumentar a produtividade da lavoura brasileira de cana e, consequentemente, expandir a produção de açúcar e etanol.

No primeiro ano de operação, o programa teve dotação de R$ 4 bilhões, tendo registrado mais de 70 operações, no valor de R$ 1,4 bilhão, até 31 de dezembro último. Os recursos viabilizaram o plantio de cerca de 410 mil hectares, dos quais 80% destinados à renovação de canaviais. O Brasil renova cerca de 1,6 milhão de hectares de lavoura de cana por ano.

A intenção do governo é que o Prorenova seja permanente, levando-se em conta a necessidade de renovação de 20% da área plantada de cana por ano.

O governo e a iniciativa privada estão investindo também em pesquisa para o lançamento de novas variedades de cana adaptadas às condições da região Centro-Oeste.