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Agrícola & Iindustrial

Publicada em 29/10/2014

Chuvas irregulares levam produtores a repensarem a safrinha de algodão

Falta de chuva leva cotonicultores de MS a repensarem a safrinha.

Da Ampasul

Relatório do Programa Fitossanitário da Associação Sul-Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (Ampasul) mostra que os cotonicultores do estado estão preocupados com a cultivo da cultura, em especial aquela na modalidade adensado, ou safrinha. Ocorre que a soja precoce precisa ser plantada para que haja tempo ideal para a semeadura do algodão adensado.

As chuvas irregulares, ou a sua falta, em alguns casos, ocasionam replantio, germinação irregular e em alguns casos, até o impedimento da semeadura. Com isso a safra pode atrasar e o produtor perder a janela de plantio do algodão adensado.

Alguns cotonicultores já estão se preparando para reprogramar a sua safra de algodão, deixando boa parte para o sistema convencional, ou de verão.

A preocupação maior é na região central e sul, onde a modalidade adensado é a preferida dos produtores, neste ano agrícola, com quase 100% anteriormente programada, principalmente no Município de São Gabriel do Oeste.

O ideal para semear o algodão safrinha, ou adensado, em Mato Grosso do Sul, região central, norte e nordeste é dentro do mês de janeiro e a soja precoce fecha o ciclo de 105 a 110 dias.

O relatório ainda traz três informações que preocupam: as armadilhas, instaladas para monitoramento de áreas onde serão plantadas com algodão estão capturando número elevado de bicudo; plantas voluntárias estão sendo encontradas nas lavouras onde no ano passado cultivou-se algodão e foi constatado o ataque da lagarta helicoverpa sp nas lavouras de soja e até em culturas de cobertura, como a crotalária.

Traz o relatório, entre outras informações, sugestões a advertência ao produtor sobre a importância do controle das plantas voluntárias, o monitoramento correto do bicudo e o combate à helicoverpa sp nas lavouras de soja e na dessecação das culturas de cobertura.