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Agrícola & Iindustrial

Publicada em 23/04/2014

Aprosoja projeta que MS deve produzir 7,3 mi de t na safrinha

Estimativa é de produtividade média de 82 sacas do cereal por hectare.

Do CanaNews com assessoria

Mato Grosso do Sul pode produzir até 7,3 milhões de toneladas de milho na safrinha 2013/2014. A projeção é do Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (Siga), da Associação dos Produtores de Soja do Estado (Aprosoja/MS), com base na manutenção da área cultivada no ciclo passado, 1,5 milhão de hectares, e na estimativa de colheita de 82 sacas do cereal por hectare em média.

Segundo a entidade, apesar de manter a mesma área plantada no ciclo passado, a produtividade deve ser menor em razão da redução dos investimentos em tecnologias de produção, devido à queda do preço do cereal e ainda o atraso no plantio, que ocorreu em decorrência de problemas climáticos.

"Em função das condições climáticas no momento do plantio, houve um atraso de pelo menos 10 dias na janela de plantio, fato que atinge cerca de 20% da área total do estado, com isso essas áreas estão mais sujeitas a sofrerem com intempéries climáticos, principalmente a geada", afirma o presidente da Aprosoja/MS, Maurício Saito.

Além do clima, Saito alerta que o produtor também deve estar atento ao combate as pragas que atacam as lavouras.

Existe alta incidência do percevejo barriga verde e marrom. A lagarta do cartucho também foi constatada nas lavouras, atacando principalmente a bordadura dos talhões, porém a quantidade existente não é significativa a ponto de causar danos econômicos.

O analista de grãos do Departamento de Produção da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Sistema Famasul), Leonardo Carlotto, ressalta a necessidade da adoção correta das práticas de controle, especificamente os produtores que utilizam milhos transgênicos, com resistência a lagartas.

"Entre as medidas indicadas está a instalação de áreas de refúgio, ou seja, faixas de milho que não conferem resistência a lagarta para atrair as pragas, ao lado do plantio da área com a tecnologia transgênica. Independentemente da tecnologia adotada, outra medida é a aplicação de inseticidas logo após o plantio, na chamada fase pré emergente, para controle do percevejo", enfatiza.