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Agrícola & Iindustrial

Publicada em 10/02/2014

MS tem duas regiões entre as de maior expansão agrícola do País

Estudo do Ipea destaca crescimento no Sudoeste e Centro-Norte de Mato Grosso do Sul.

Anderson Viegas

Duas regiões de Mato Grosso do Sul estão listadas entre 46 em todo o Brasil que registram maior expansão de área agrícola entre 1994 e 2010, segundo estudo recém-publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Segundo o estudo “Expansão de Área Agrícola: Perfil e Desigualdade entre as Mesorregiões Brasileiras”, as duas regiões do estado citadas são o Sudoeste e o Centro-Norte. A primeira teve uma expansão neste 16 anos de 91,46%, saltando de uma área agricultável de 1,133 milhão de hectares para 2,169 milhões de hectares.

A pesquisa do Ipea destaca que o Sudoeste de Mato Grosso do Sul é uma das chamadas “mesorregiões” que merece uma menção individual no trabalho “por conta do seu crescimento absoluto de área agrícola ser superior a 400 mil hectares” no período pesquisado.

Já o Centro-Norte do Estado, o estudo destaca um crescimento de 57,61% entre 1994 e 2010, com as áreas de lavoura plantadas passando de 413,157 mil hectares para 651,179 mil hectares.

Perfil do crescimento

Ao analisar o crescimento da agricultura no País, o estudo destaca que o setor ao sobreviver aos momentos de dificuldade que atravessou nos últimos anos, adquiriu aprendizado e solidez, vindo a se consolidar em cadeias produtivas cada vez mais integradas e com crescente profissionalização do produtor rural.

Destaca ainda que a o agronegócio desempenha um “papel central no contexto econômico brasileiro, seja em termos de participação na renda nacional, seja no desenvolvimento regional”. Aponta também que a área “atualmente ocupada com lavouras é relativamente pequena se comparada com seu potencial, considerando-se apenas os aspectos de solo, especialmente no Centro-Oeste”.

Em relação a expansão da fronteira agrícola no Centro-Oeste o trabalho atribui o crescimento a uma série de fatores como: aptidão agrícola da região, a adoção de alta tecnologia na produção, mecanização das lavouras e a experiência agrícola acumulada pelos imigrantes que vieram do sul do País, entre outras.

Por fim, o estudo aponta que a demanda por alimentos deve aumentar em razão do crescimento populacional do planeta e que outros grandes produtores agrícolas mundiais, com os Estados Unidos, União Europeia, a China, a Índia, o Canadá, a Austrália e a Argentina, por exemplo, não têm mais como expandir suas áreas de produção para atendê-la, ao contrário do Brasil, onde esse processo ainda está em execução.

Para conferir a íntegra do estudo clique aqui!