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Agrícola & Iindustrial

Publicada em 24/12/2013

Fundação MS fecha balanço anual e avalia apresentações da safrinha

Instituição realizou circuito de apresentações da safrinha em nove municípios.

Fundação MS

Em novembro e dezembro, a Fundação MS realizou palestras em nove municípios do Estado, com o circuito de Apresentação de Resultados da Safrinha. O objetivo foi fazer recomendações aos produtores rurais, por meio de resultados de pesquisa obtidos ao longo do ano. Os experimentos foram conduzidos em várias regiões de Mato Grosso do Sul a fim de apresentar um resultado real ao produtor rural de cada parte do Estado.

A partir das palestras, a Fundação MS quer auxiliar o produtor na tomada de decisões para a próxima safrinha, abordando técnicas usadas no período de plantio e colheita, o momento ideal para aplicar os inseticidas e combater as pragas, entre outros. “Nós levamos esses resultados aos municípios, sempre discutindo os dados de cada região. Fazemos isso na safra, em maio, e na safrinha, em novembro”, informa o diretor executivo da instituição, Renato Roscoe.

O presidente da Fundação MS, Luiz Alberto Moraes Novaes, destaca que as apresentações sobre a safrinha foram feitas em um bom momento, onde o produtor já está planejando as tomadas de decisões em relação ao plantio da próxima safra. “Os pesquisadores apresentaram os resultados do ano e isso auxilia o produtor, principalmente em relação a tecnologia e segurança”, aponta.

Para o produtor rural do município de Douradina, Lucio Damália, as informações repassadas pelos técnicos nas apresentações de resultados são de grande valia por abordar assuntos do dia a dia dos agricultores. “Participei da palestra em Dourados e já estou aplicando os conhecimentos sobre variedades de sementes e fungicidas, na minha lavoura de soja”, explica.

Lucio também é membro do Conselho Técnico Científico da Fundação MS, e conta que na região em que mora, vários produtores participaram para se atualizar. “É preciso ir atrás, estudar e aprender sobre como investir, principalmente, para sabermos se o que estamos investindo dará certo”, destaca o produtor.

Em busca de conhecimentos, o produtor rural Max Antônio Souza Moraes participou das palestras oferecidas pela Fundação MS na Capital. “Muito bom poder adquirir novos conhecimentos. As palestras foram de alto nível e com certeza me ajudará com minhas atividades”, elogia o produtor, que trabalha com produção de soja e milho.

A escolha correta dos híbridos de milho pode influenciar em até 30% nos resultados de produção. “A Fundação MS prepara esse estudo para servir como ferramenta para o produto tomar as melhores decisões na safrinha de 2014”, explica o pesquisador André Lourenção. O desempenho dos híbridos varia conforme o município e o clima, além de outros fatores.

Sobre controle de pragas e doenças de plantas em relação à cultura do milho, quem abordou o tema foi o pesquisador José Fernando Grigolli. Os produtores tiveram acesso ao resultado de um estudo sobre o uso de fungicidas em milho e sua viabilidade econômica. Nos ensaios conduzidos pela instituição, foi observada boa eficiência no controle de doenças foliares, como a helmintosporiose – também conhecida como a mancha-marrom –, e a ferrugem polisora – considerada uma das principais doenças na cultura do milho no Brasil. No entanto, é preciso considerar a capacidade do híbrido tolerar o ataque de doenças sem prejudicar o rendimento dos grãos.

Outro ponto discutido foia identificação e controle da lagarta Helicoverpa armigera. O pesquisador fez o alerta para a correta identificação da praga, para que seu controle seja feito de forma mais eficiente. “A situação é preocupante pela alta capacidade da praga causar danos econômicos em várias culturas. Entretanto, os produtores estão monitorando adequadamente suas lavouras e entrando com as estratégias quando as lagartas estão pequenas, o que facilita o controle da praga”, pondera o pesquisador.

Os participantes também puderam saber mais sobre a rotação de culturas. Uma das opções que podem ser utilizadas para a safrinha é o crambe, que foi trazido para o Brasil e registrado pela Fundação MS. O pesquisador Carlos Pitol, explica que a planta possui um ciclo rápido de produção (90 dias) e com potencial de comercialização no Estado, o que gera benefícios econômicos.

Além dessas opções, Pitol dá ênfase para as culturas de aveia e trigo que incentiva o produtor a diversificar e assim gerar renda com a produção. “É de responsabilidade do produtor manter seu sistema safra/safrinha produtivo. A rotação ajuda muito nesse sentido”, ressalta.

O circuito passou pelas cidades de Itaporã, Sidrolândia, Rio Brilhante, Dourados, São Gabriel do Oeste, Maracaju, Naviraí, Campo Grande e Amambai.

Outras ações

Além do circuito de apresentações de resultados sobre a safra e a safrinha, em 2013 a Fundação MS realizou os Dias de Campo, que são eventos realizados com o intuito de levar ao produtor rural a informação em primeira mão. Os eventos são abertos ao público e direcionados aos profissionais da cadeia produtiva, técnicos, pesquisadores e acadêmicos.

Ainda, a instituição participou de visitas técnicas, palestras, seminários e congressos, também com o objetivo de levar mais informações sobre várias culturas plantadas em Mato Grosso do Sul, além de novas tecnologias e resultados de pesquisas.

A realização do Showtec 2013 e a preparação da próxima edição, que acontecerá em 2014, também foi uma das prioridades da instituição ao longo do ano. O evento, considerado o maior do ramo em Mato Grosso do Sul, é destinado aos produtores e empreendedores rurais, técnicos agrícolas, acadêmicos, entre outros. O objetivo é apresentar produtos e serviços ligados ao setor agropecuário, lançamentos, inovações tecnológicas, sistemas de produção, palestras técnicas e resultados de pesquisas que contribuem com a sustentabilidade do agronegócio brasileiro.