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Agrícola & Iindustrial

Publicada em 25/10/2012

Novembro: agroenergia será debatida no Rio Grande do Sul

Embrapa irá apresentar variedades de cana-de-açúcar

Embrapa Agroenergia

A Embrapa Clima Temperado, a EMATER/RS, a Fepagro e a UFSM, reconhecendo a relevância da agroenergia como plataforma para agricultura gaúcha, promovem o Simpósio Estadual de Agroenergia e a 4ª Reunião Técnica de Agroenergia, de 06 a 08 de novembro de 2012, em Porto Alegre, no Centro de Eventos da AMRIGS.

Instituições públicas e privadas vêm desenvolvendo estudos estratégicos, procurando analisar as principais questões que afetam a competitividade das cadeias produtivas do Biodiesel Biogás e do Etanol no Rio Grande do Sul. Tal esforço tem por finalidade inserir o Estado no cenário brasileiro da produção de biocombustíveis, com foco no suprimento da demanda local, regional e internacional.

As instituições promotoras deste evento reunirão autoridades, cientistas, pesquisadores, agricultores familiares envolvidos na cadeia dos Biocombustíveis, empresários, professores, acadêmicos e especialistas na área de agroenergia com o objetivo de discutir os aspectos tecnológicos, industriais, mercadológicos e políticos relacionados ao desenvolvimento de espécies agrícolas alternativas para a cadeia de biocombustíveis no Estado do Rio Grande do Sul.

No decorrer do evento, serão desenvolvidas atividades sob a forma de palestras, mesas redondas e painéis expositivos, contemplando temas sobre produção primária, indústria e mercado.

O evento conta com apoio da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e promoção do Investimento, da Secretaria de Desenvolvimento e Promoção do Investimento do Estado do Rio Grande do Sul, da Embrapa Agroenergia, do Ministério do Desenvolvimento Agrário e das Universidades Federal do Paraná e do Rio Grande do Sul.

Cana-de-açúcar

No primeiro do Simpósio serão indicadas variedades de cana-de-açúcar para o Rio Grande do Sul. “Os materiais que indicamos tem alto desempenho agronômico e qualidade industrial”, anuncia Sérgio Delmar dos Anjos, pesquisador da Embrapa Clima Temperado.

O desempenho agronômico dos genótipos avaliados permite indicar para o Rio Grande do Sul um conjunto de variedades que apresentam estabilidade e adaptabilidade produtiva, qualidade e tolerância aos principais estresses bióticos e abióticos, salienta Sérgio Delmar. Estes resultados orientam para a possibilidade de expansão da cultura, se utilizada a tecnologia desenvolvida possibilita o Estado aumentar a produção de etanol e açúcar, e a diversificação da matriz agrícola e industrial.

Uma característica muito importante para o setor sucroalcooleiro é o período de utilização da indústria (PUI), ressalta o pesquisador. Deve ser mais longo possível evitando a ociosidade das instalações. Neste sentido, o manejo varietal é de fundamental importância. “No trabalho que realizamos foi verificado que, para as condições do Rio Grande do Sul, há genótipos de ciclos precoce, médio e tardio, que combinados e bem manejados permitem um longo período de utilização pela indústria”, reforça.

De acordo com o Zoneamento Agroecológico da Cana-de-açúcar publicado em setembro de 2009, o país dispõe de cerca de 60 milhões de hectares com alta e média aptidão para o cultivo dessa cultura. O estado do Rio Grande do Sul tem alta aptidão para expansão do cultivo da cana-de-açúcar de 105.000 hectares e média de 1.200.000. As áreas adequadas para produção estão na região das Missões, entre Santo Ângelo, São Borja e Santa Rosa e na região central em uma faixa que vai de Montenegro até Alegrete, passando por Santa Maria e Cachoeira do Sul.