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Economia

Publicada em 13/04/2015

Semana terminou com perdas para a soja na bolsa de Chicago

Chicago e câmbio em queda afetaram negativamente os preços internos.

Da Agrinvestor Intelligence

Os preços da soja no mercado futuro da Bolsa de Chicago fecharam a sexta-feira em baixa moderada, de até 3 pontos, depois da acentuada queda da véspera. Na semana, o saldo líquido foi bastante negativo: o contrato de maio, referencial para a safra brasileira e sul-americana, teve acentuada desvalorização de 35 pontos, enquanto novembro (referencial para a próxima safra norte-americana) recuou em 32 pontos. O spread maio/novembro recuou para 9 pontos a favor de maio (era de 12 uma semana antes).

Depois do relatório do USDA divulgado no dia anterior e do novo fortalecimento do dólar nos mercados internacionais de moedas (ver gráfico abaixo), que derrubaram o mercado, os investidores voltaram as atenções para a América do Sul, onde vem se confirmando uma safra recorde. No Brasil, a Conab revisou para cima sua estimativa da produção de soja, para 94,3 milhões de toneladas, 1 milhão de t. acima do previsto em março. Outro fator que influencia negativamente o mercado é a previsão de aumento da área nos EUA na próxima safra.

No Brasil, o câmbio encerrou as negociações da sexta-feira praticamente estável, com leve viés de alta, com a moeda americana cotada a R$ 3,071 na média entre compra e venda. Na semana, porém, houve desvalorização líquida de 1,8%.

Os preços internos da soja fecharam o dia de estáveis a mais baixos. Mas a semana foi de perdas líquidas, com o mercado de referência do porto de Paranaguá terminando o período cotado a R$ 66,00 por saca (era de R$ 70,00 uma semana antes).