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Economia

Publicada em 20/03/2015

Criadores de MT e MS aumentam lotação por hectare com integração

Com integração eles aumentam qualidade do solo e das pastagens.

Da assessoria

Pecuaristas de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul apostam no consórcio da pastagem com a produção de grãos para o desenvolvimento vertical das propriedades e já no primeiro ano registram o aumento de um animal por hectare para três. Os criadores se preocupam com o período de seca, que na região Centro-Oeste se estende entre maio e setembro, por isso investem na integração com a finalidade de aumentar a taxa nutricional do solo e garantir melhor desenvolvimento da pastagem, consequentemente proporcionando alimentação adequada ao rebanho nestes meses.

Em Cáceres (MT) o agrônomo e consultor do grupo Nelore Grendene, Lycurgo Iran Nora, trabalha sob a meta de atingir a lotação de oito cabeças por hectare no período de cinco safras. “Neste primeiro ano de integração, passamos de um para 3,5 animais por hectare. Isso acontece devido o aumento de nitrogênio que após esta experiência com a soja e o milho somou cerca de 45 quilos por hectare, que privilegiará a próxima cultura, no caso a pastagem”, destaca o agrônomo.

Segundo Iran Nora o desenvolvimento da pastagem inicia 30 dias antes do início da colheita dos grãos e os benefícios do consórcio sobressaem aos resultados nutricionais do capim. “A utilização dos grãos para silagem na alimentação dos animais além de diminuir os custos com ração importada de outras regiões, favorece o reabastecimento de energia do animal, por meio do amido do milho. Contamos ainda com o desenvolvimento sustentável, já que plantamos uma cultura sob a outra, sem aumentar área, apenas reaproveitando e melhorando”, entafiza o consultor da Nelore Grendene, que apresentará os resultados da integração lavoura-pecuária durante o II Encontro Técnico da Soja e do Milho na Região Sudoeste de MT, que acontecerá em Cáceres no dia 31 de março, na Fazenda Ressaca.

Nos mesmos moldes do grupo Grendene, em Figueirão (MS) a Fazenda 3R colhe sua segunda safra de grãos com resultados semelhantes. “Passamos de um animal por hectare para três nesse período e nas próximas duas safras nossa meta é chegar a 5 unidades animal, dividindo o mesmo espaço”, afirma o pecuarista Rubens Catenacci.

Segundo o administrador da Fazenda 3R, Rogério Rosalin, o objetivo é de cunho ambiental e produtivo. “O empreendedor rural atualmente preza por qualidade, sem danos ao meio ambiente. Há algum tempo a pecuária deixou de expandir as áreas e passou a apostar em tecnologia, visando sustentabilidade e crescimento vertical, com foco na carne de qualidade e aumento de receita”, enfatiza Rosalin.

Para apresentar os resultados dos primeiros anos de integração e o desenvolvimento dos grãos no Sudoeste de Mato Grosso, representantes de entidades como a Aprosoja/MT, Famato, IFMT e UNEMAT, vão se reunir no dia 31 de março durante o II Encontro Técnico da Soja e do Milho na Região Sudoeste de MT.