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Economia

Publicada em 05/03/2015

MS amplia volume, mas receita com exportação de açúcar cai

Estado exportou 16,42% a mais do produto, mas faturamento teve queda de 1,39%.

Anderson Viegas

Mato Grosso do Sul ampliou em 16,42% o volume de açúcar exportado no primeiro bimestre de 2015 frente ao mesmo período de 2014, passando de 162,740 mil toneladas para 189,474 mil toneladas. Em contrapartida, a receita com a venda do produto, refletindo a queda nos preços no mercado internacional provocada pelo aumento de oferta, sofreu uma retração 1,39% no mesmo intervalo de tempo, caindo de US$ 66,235 milhões para US$ 65,319 milhões.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (5) pelo Sistema de Análise das Informações de Comércio Exterior (Aliceweb) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). As informações apontam que mesmo com essa ligeira queda no faturamento, o açúcar ainda continua a ter um papel de destaque nas exportações do estado.

No bimestre o produto sucroenergético ocupou a terceira colocação no ranking de receita, sendo superado apenas pela celulose que registrou um faturamento de US$ 154,214 milhões e pelo milho em grão, com US$ 66,142 milhões. Ficou a frente de duas das principais commodities de Mato Grosso do Sul, a carne desossada e congelada de bovinos, que apareceu em quarto na listagem, com uma movimentação financeira de US$ 62,525 milhões e da soja em grãos, com US$ 58,204 milhões.

Já no ranking nacional de receita dos principais exportadores de açúcar do País, Mato Grosso do Sul fechou esses dois meses na quinta colocação. As quatro primeiras posições foram ocupadas por São Paulo, com US$ 469,954 milhões; Paraná, com US$ 122,649 milhões; Alagoas, com US$ 103,028 milhões e Minas Gerais, com US$ 65,319 milhões.

Neste bimestre, o açúcar “made in MS” foi exportado para 13 países, sendo os principais compradores a Argélia, com 43,312 mil toneladas, o que resultou em um faturamento de US$ 12,852 milhões; Bangladesh, com 40,548 mil toneladas, e receita de US$ 14,198 milhões e a Rússia, com 29,272 mil toneladas e movimentação financeira de US$ 11,061 milhões.