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Economia

Publicada em 03/03/2015

Brasil está entre os países de maior competitividade agrícola, diz OMC

País trabalha para relançar Rodada de Doha, para diminuir barreiras comerciais.

Do MDA

O ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Patrus Ananias, recebeu o representante permanente do Brasil junto à Organização Mundial do Comércio, o embaixador Marcos Galvão, nesta segunda-feira (2), para conversar sobre a tentativa de relançamento da Rodada Doha, que está em curso em Genebra (Suíça). A Rodada Doha da OMC, lançada em 2001, visa diminuir barreiras comerciais em todo o mundo, com foco no livre comércio para os países em desenvolvimento.

Para o ministro, a OMC tem um grande papel a desempenhar nessa Rodada. “Esses organismos internacionais que protegem a agricultura familiar, como a OMC, são muito importantes para nós”, afirmou Patrus Ananias ao salientar que as conversações nessa Rodada têm como centro a separação entre países ricos, desenvolvidos e os maiores países em desenvolvimento, representados pelo G20. Os subsídios agrícolas são o principal tema de controvérsia.

O embaixador Marcos Galvão acredita que o MDA tem um forte apelo nessas negociações. “A agricultura ocupa um lugar central nessa negociação, sobretudo para o Brasil, que é um grande exportador agrícola e que tem interesse em reestabelecer um equilíbrio a favor da agricultura. Nós temos que tentar reduzir o protecionismo e criar formas de apoio à agricultura familiar”, apontou.

Marcos lembrou que o Brasil está entre os países desenvolvidos mais competitivos em termos agrícolas. “O fato de ser competitivo em agricultura e de ter uma imensa capacidade exportadora não nos exime da necessidade de compreender e apoiar programas e políticas que visem fortalecer a agricultura familiar mundial, com todos os benefícios sociais que isso traz”, considerou.

Marcos Galvão explicou, também, que a Rodada Doha já passou por diversas fases. “Teve momentos em que ela avançou um pouco mais e fases de impasse. Agora, 14 anos depois, estamos vivendo um momento de tentativa de relançamento dessa negociação, com vistas à conclusão de negociações”, defendeu ao realçar que o Brasil desempenha um papel central nessas negociações, sobretudo na área agrícola.