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Economia

Publicada em 27/02/2015

Reabertura do mercado da África do Sul para carnes bovina e suína do Brasil

País havia embargado a entrada desses produtos em 2005.

Do Mapa

O governo brasileiro recebeu, nesta quinta-feira (26), a decisão das autoridades sanitárias da África do Sul de reabrir o mercado daquele país às exportações brasileiras de carne bovina desossada, bem como o recebimento da confirmação dos estabelecimentos brasileiros produtores de carne suína in natura para processamento que poderão exportar àquele país. O trabalho de reabertura de mercado é vitória dos esforços conjuntos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

A África do Sul havia embargado a entrada desses produtos em 2005, pela ocorrência de febre aftosa e em 2012, pelo caso atípico de encefalopatia espongiforme bovina (EEB) no Brasil. Seguiram-se negociações sanitárias do Mapa, em parceria com o MRE, e também a Embaixada do Brasil em Pretória, para a reabertura desse mercado, as quais ganharam novo impulso com a designação de Adido Agrícola, para representar os interesses do agronegócio brasileiro naquele país em 2010. A atividade do Adido Agrícola beneficiou-se, ainda, do trabalho da Missão do Brasil junto à OMC, bem como da atuação do Adido Agrícola em Genebra.

A decisão é importante para os interesses dos exportadores brasileiros de carnes, e confirma a eficácia dos controles sanitários nacionais e a qualidade e a sanidade do produto brasileiro, já reconhecida por outros parceiros comerciais. Com a abertura do mercado sul-africano para esses produtos, o Mapa espera que o Brasil consiga exportar US$ 7 milhões anuais em carne suína e US$ 12 milhões em carne bovina. A abertura desse mercado é considerada uma importante oportunidade para diversificar os destinos dos produtos em questão, em especial para a carne suína, setor em que as exportações brasileiras são concentradas em poucos mercados. Além disso, o acesso ao mercado da África do Sul pode levar à abertura de mercados em outros países do continente como, por exemplo, o dos membros da União Aduaneira Sul Africana (SACU).