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Economia

Publicada em 26/01/2015

Preços internos também fecharam mais fracos em termos líquidos

Semana fechou no vermelho, aponta consultoria Agrinvestor Intelligence.

Da Agrinvestor Intelligence

Os preços da soja no mercado futuro da Bolsa de Chicago fecharam a sexta-feira em baixa, com recuo de até 4 pontos nos contratos mais próximos. Na semana, porém, as perdas líquidas foram maiores, com o contrato de maio, referencial para a safra brasileira e sul-americana, recuando 18 pontos, depois de já ter perdido 60 pontos na semana anterior. O spread entre maio e o contrato referencial da próxima safra norte-americana (novembro) está em 20 pontos em favor de maio (era de 22 uma semana antes).

O quadro fundamental voltou a pressionar Chicago. As vendas líquidas semanais dos EUA foram fracas. Além disso, avança a colheita da safra brasileira, que já supera os 3% na média nacional, enquanto no Mato Grosso as estimativas já apontam mais de 7% até o final da semana. A volta das chuvas às regiões brasileiras que vinham sofrendo com estiagens é outro fator de pressão sobre o mercado. Afora isso, o dólar lá fora segue muito forte em relação a outras principais moedas (mais de 95 pontos, quando o normal seria em torno de 80 - ver gráfico abaixo).

No mercado brasileiro de câmbio, o dólar comercial encerrou a sexta-feira com valorização de 0,6%, cotado a R$ 2,589 na média entre compra e venda. Na semana, porém, houve desvalorização líquida de 1,2%.

O comportamento negativo de Chicago, junto com o câmbio também cedendo na semana, acabou determinando uma queda nos preços internos da soja, com o mercado de referência do porto de Paranaguá fechando a semana com preços nominais a R$ 60,00 por saca (eram de 61,00 uma semana antes).