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Economia

Publicada em 12/12/2014

Apesar de crise, indústria moveleira projeta expansão de 4% em 2015

Neste ano de 2014, o segmento movimentou mais de R$ 201,3 mi em MS.

Da Fiems

Após alcançar neste ano crescimento de 73,3% sobre a receita líquida em comparação com 2013, saindo de R$ 116,1 milhões para 201,3 milhões, a indústria moveleira de Mato Grosso do Sul projeta para 2015 um avanço de mais 4%, saltando para R$ 209,3 milhões, mesmo com o cenário negativo provocado pelas altas taxas de juros e estagnação da economia. O otimismo, segundo o presidente do Sindimad/MS (Sindicato Intermunicipal das Indústrias de Móveis em Geral, Marcenarias, Carpintarias, Serrarias, Tanoarias, Madeiras Compensadas e Laminadas, Aglomerados e Chapas de Fibras de Madeiras, de Cortinados e Estofados de Mato Grosso do Sul), Juarez Falcão, pode ser creditado ao segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.

“Mesmo com o panorama de crise, o empresário está otimista com o próximo mandato presidencial. Para garantir que o segmento siga avançando, o Sindicato acredita que o governo deve voltar suas atenções para políticas essenciais, como a simplificação e redução da carga tributária, investimento em infraestrutura, incentivos à inovação e política industrial. Apenas dessa forma, o empresário poderá crescer e ter competitividade”, pontuou Juarez Falcão, acrescentando que as indústrias moveleiras do Estado ainda devem enfrentar a concorrência com a China. “Esperamos sofrer o menos possível com esse impacto”, afirmou.

O presidente do Sindmad/MS destaca que para ficar de portas abertas é preciso buscar a criatividade e a inovação, mantendo em destaque o mercado e investindo em inovação e maquinários. Além disso, ele ressalta a importância de focar em parcerias para a realização de treinamentos e consultorias. “Tivemos grandes parcerias de sucesso com o Senai e Sebrae e vamos dar continuidade a esse trabalho, pois entendemos que dessa forma estamos contribuindo para o crescimento do segmento no nosso Estado”, ponderou.

Ele lembrou ainda que, no próximo ano, a indústria moveleira ganhará em investimento do Sistema Fiems na qualificação profissional com a construção da Escola do Marceneiro dentro da Escola da Construção, que será edificada em Campo Grande, sendo que o projeto já está em fase de desenvolvimento. Atualmente, o segmento contabiliza 405 indústrias, que juntas empregam mais de 2.763 trabalhadores de forma direta, mas esse cenário pode mudar para melhor nos próximos anos com a expansão das indústrias de celulose no Estado.