Canais de Notícia

Economia

Publicada em 04/12/2014

Fiems avalia que alta dos juros vai inibir investimentos da indústria

O presidente reforça que setor não concorda com a elevação da Selic.

Da Fiems

A elevação de mais 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic, anunciada pelo Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) vai inibir os investimentos por parte do setor industrial, segundo avaliação do presidente da Fiems, Sérgio Longen.

“Fica evidente a dificuldade da economia brasileira em retomar a trajetória de crescimento. Enquanto a Governo Federal não apresentar medidas concretas de ajuste na economia, tem somente a opção do remédio amargo do curto prazo, que é elevar o juros”, analisou Sérgio Longen a respeito do aumento dos juros para 11,75% ao ano.

Ele completa que o setor industrial não concorda que a taxa básica de juros seja elevada mês a mês. “Essa medida inibe o investimento e a expansão industrial, que vem demostrando sinais claros de desaquecimento. Esperamos que outras medidas de ajuste de médio e longo prazo sejam anunciadas”, pontuou.

Análise da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems aponta que a prioridade do Governo neste momento está no corte de gastos e elevação dos juros para só depois se concentrar no crescimento. “É um movimento que visa promover um choque de credibilidade depois do fracasso da chamada nova matriz econômica”, destacou a nota.

Ainda conforme a nota, o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff possivelmente será marcado por dois anos de juros mais altos e corte de gastos, seguido por dois anos de foco na maturação de medidas voltadas ao crescimento do país. “Esse aumento da Selic reforça a percepção de que o maior esforço neste momento estará concentrado, de fato, em levar a inflação para o centro da meta, de 4,5%, ao fim de 2016, ao mesmo tempo em que se busca colocar em ordem as contas públicas gradualmente nos próximos anos”, apontou.