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Economia

Publicada em 01/12/2014

Indústria de MS mantém otimismo para exportações e demanda

Quanto à contratação e compra de matéria-prima o quadro é estável.

Da Fiems

A Sondagem Industrial, realizada em outubro deste ano pelo Radar Industrial da Fiems junto às empresas sul-mato-grossenses, destaca que os empresários industriais de Mato Grosso do Sul mantêm o otimismo em relação à quantidade exportada e à demanda por seus produtos para os próximos seis meses. “Os indicadores referentes à demanda por seus produtos e quantidade exportada totalizaram 50,7 e 52,9 pontos, respectivamente, acima, portanto, da linha divisória dos 50 pontos”, destacou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende.

No entanto, ele informa que o número de empregados a serem contratados e as compras de matérias-primas, mesmo com a melhora apresentada em relação ao último levantamento, devem permanecer estáveis nos próximos seis meses a partir de outubro. “No levantamento anterior, ambos apresentaram índices de 42,2 e 43,6 pontos, respectivamente, enquanto nesta sondagem esses índices saltaram para 49,4 e 48,5 pontos”, detalhou.

A atividade industrial segue em ritmo moderado em Mato Grosso do Sul pelo quinto mês consecutivo com o indicador relativo à produção industrial no Estado alcançando, em outubro, a marca de 44,9 pontos, resultados abaixo dos 50 pontos sinalizam que não houve crescimento da produção no comparativo com o mês imediatamente anterior. “O nível de utilização da capacidade instalada em Mato Grosso do Sul segue abaixo do usual, com o índice marcando 43,1 pontos em outubro, aumento de 4,7 pontos em relação a setembro, contudo, o resultado permanece abaixo dos 50 pontos, patamar a partir do qual há o indicativo de utilização acima do usual para o período”, analisou Ezequiel Martins.

ICEI

Já o Índice de Confiança do Empresário Industrial em Mato Grosso do Sul (ICEI/MS) marcou 40,6 pontos em novembro, queda de 1,7 pontos em relação ao mês anterior. “O resultado permanece abaixo da linha divisória dos 50 pontos, principalmente, pela piora das condições atuais da empresa. Outro aspecto com forte influencia no resultado do mês foi a avaliação das atuais condições da economia brasileira, sendo a variável de pior desempenho, marcando somente 24,1 pontos”, detalhou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.

Em novembro, para 69,1% dos respondentes as condições atuais da economia brasileira pioraram, enquanto no caso da economia estadual, na mesma comparação, a piora foi apontada por 56,4% dos participantes. Com relação à própria empresa, as condições atuais estão piores para 36,4% dos respondentes, enquanto para 47,3% elas não se alteraram.

Para os próximos seis meses, 43,6% dos respondentes mostraram-se pessimistas em relação à economia brasileira, enquanto no caso da economia estadual os que disseram estar pessimistas alcançou a marca de 41,8%, enquanto para 32,7% e 40% declararam que a situação deve permanecer a mesma, tanto na brasileira, quanto na estadual. Por fim, com relação ao desempenho da própria empresa, 32,7% dos respondentes mostraram-se pessimistas, 41,8% disseram que deve permanecer a mesma condição e 16,4% afirmaram estar confiantes.