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Economia

Publicada em 01/12/2014

Soja fechou a semana no vermelho na bolsa de Chicago

Mas firmeza do câmbio ainda segura os preços internos da soja.

Da Agrinvestor Intelligence

Os preços da soja no mercado futuro da Bolsa de Chicago fecharam a sexta-feira no vermelho, com acentuada queda de até 31 pontos nos contratos mais próximos e perto das mínimas do dia. Na semana, o saldo líquido também foi negativo: tanto o contrato de janeiro como o de maio perderam 23 pontos, conforme o boletim Sojanews, da Agrinvestor Intelligence.

Foi uma sessão mais curta e de poucos negócios, espremida entre o feriado americano da quinta-feira e o fim de semana, levando muitos investidores a se posicionarem defensivamente e realizando lucros. As vendas líquidas americanas para exportação na semana foram boas, mas um fator insuficiente para neutralizar dois outros que pesaram mais: a melhora do clima para o desenvolvimento da safra sul-americana e a forte queda dos preços do petróleo, que despencou nos últimos dois dias da semana (só na sexta-feira caiu em 10,5% - ver gráfico abaixo) depois da decisão dos países da OPEP de manter a produção quando o mercado aguardava uma redução para conter a queda dos preços do combustível. A desvalorização do petróleo, além do impacto mais direto via óleos vegetais (biodiesel), acabou pressionando todas as commodities no dia.

No mercado brasileiro de câmbio, o dólar comercial encerrou a sexta-feira com forte valorização de 1,7%, cotado a R$ 2,572 na compra. Na semana, houve valorização líquida de 2,1%. O dólar mais firme contribuiu para segurar os preços internos da soja, neutralizando o impacto da queda em Chicago. No mercado de referência do porto de Paranaguá-PR, a semana terminou com a saca cotada a R$ 63,00, igual ao final da semana anterior.