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Economia

Publicada em 04/11/2014

Inflação em Campo Grande registra alta e fecha em 0,52%

Nepes aponta tendência de aumento nos próximos meses.

Da Anhanguera-Uniderp

Os últimos quatro meses registram os menores indicadores de inflação da Capital em 2014. Mas em outubro, o Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG), divulgado mensalmente pelo Núcleo de Pesquisas Econômicas (NEPES) da Universidade Anhanguera-Uniderp, fechou em 0,52%, uma alta de 0,27% comparada a setembro, quando o índice foi de 0,25%.

Segundo o coordenador do Núcleo de Pesquisas Econômicas da Anhanguera-Uniderp, Celso Correia de Souza, o dado é preocupante. “Como os últimos meses do ano são tradicionalmente de índices inflacionários altos, corre-se grande risco da inflação acumulada em Campo Grade ultrapassar o teto da meta,” anuncia.

Dos sete grupos pesquisados pelo NEPES, cinco registram alta da inflação. Os que mais contribuíram para o índice de outubro foram Transportes (2,30%), Alimentação (1,05%), Vestuário (1%), Despesas Pessoais (0,68%) e Habitação (0,10%). “O alto índice do grupo Transportes se deve, principalmente, ao aumento dos preços dos combustíveis no mês outubro”.

Já os setores que ajudaram a conter o índice no mês passado foram Saúde (-2,15%) e Educação (-0,33%).

Inflação Acumulada

Nos últimos doze meses foi registrada uma inflação de 6,48%, número acima do centro da meta de 4,5%, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), e muito próximo do teto da meta que é de 6,5%. No período, as maiores inflações acumuladas por grupos foram: Alimentação com 9,81%, Educação com 8,49% e Despesas Pessoais com 8,38%.

Analisando os 10 meses do ano, a inflação acumulada ficou em 5,20%, ultrapassando o centro da meta inflacionária para 2014, que é de 4,5%, mas ainda abaixo do teto, que é de 6,5%. Nesse tempo, os maiores índices por grupos foram: Educação com 8,34% e Alimentação com 8,50%.

Os dez mais e os dez menos do IPC/CG – Os responsáveis pelas maiores contribuições para a inflação do mês de outubro foram: gasolina (0,24%), contra-filé (0,09%), alcatra (0,06%), acém (0,05%), calça comprida masculina (0,04%), arroz (0,04%), etanol (0,03%), hidratante (0,03%), automóvel novo (0,03%) e leite pasteurizado (0,03%).

Já os dez itens que mais ajudaram a segurar a inflação, com contribuições negativas, nesse período em Campo Grande, foram: papelaria (-0,04%), cebola (-0,03%), hipotensor e hipocolesterínico (-0,03%), antiinflamatório e antireumático (-0,02%), açúcar (-0,02%), batata (-0,02%), lingerie (-0,02%), psicotrópico e anorexígeno (-0,02%), óleo de soja (-0,01%) e linguiça fresca (-0,01%).

Segmentos

Em outubro, o grupo Habitação apresentou uma pequena inflação, fechando em 0,10%. Alguns produtos/serviços deste grupo que sofreram majorações de preços foram: carvão (7,46%), máquina de lavar roupa (4,34%), sabão em barra (3,31%), entre outros. Queda nos preços ocorreu com pilha (-3,07%), inseticida (-2,73%), saponáceo (-2,16%), entre outros itens.

O índice de preços do grupo Alimentação registrou forte alta, ficando em 1,05%. Em setembro o indicador era de 0,80%. Os maiores aumentos de preços que ocorreram em produtos desse grupo foram: salsa, com 24,17%, limão, com 15,25%, contra filé, com 13,68%, entre outros. Já a redução de preços foi diagnosticada em produtos como cebola (-21,74%), coco (-17,84%), manga (-14,78%), melancia (-13,51%), entre outros.

O coordenador do Núcleo de Pesquisas Econômicas da Anhanguera-Uniderp, Celso Correia de Souza explica o sobe de desce de preços de produtos hortifrutícola. “O grupo Alimentação sofre muita influência de fatores climáticos e da sazonalidade, principalmente, de verduras, frutas e legumes. Alguns alimentos aumentam de preços ao término da safra, outros diminuem o valor quando entram na safra e quando o clima é desfavorável há aumento nos preços. Já quando o clima foi propício à produção, os valores caem para o consumidor”.

O Nepes da Anhanguera-Uniderp também alerta para a alta da carne. Dos treze cortes de carne bovina pesquisados pelo Núcleo, somente dois caíram de preços em outubro. São eles o filé mignon (-2,63%) e o fígado (-2,10%). Já o contra filé subiu 13,68%, músculo 10,90%, lagarto 6,48%, e paleta 5,90% foram os que tiveram as maiores majorações. “A tendência para os próximos meses é de que o preço desse produto continue em alta devido às festas de final de ano, em que a demanda por carne bovina normalmente aumenta”, completa o pesquisador Celso Correia de Souza.

O frango resfriado permaneceu com preços estáveis, já os miúdos de frango tiveram redução de preço de -0,60%. Quanto à carne suína, a costeleta sofreu alta de 2,92%, a bisteca de 1,33% e o pernil queda de -0,27%.

Passando para o grupo Transportes, o levantamento demonstra alta de 2,30%. A explicação é dada pelo aumento de preços dos combustíveis como gasolina (7,98%), etanol (1,87%) e diesel (0,66%). Também o automóvel novo teve aumento de 1,62%. Já a queda no preço ocorreu com passagens de ônibus intermunicipal (-2,12%).

Em menor proporção que Transportes, mas também com alta, o grupo Despesas Pessoais apresentou índice de 0,68%. Alguns produtos desse grupo que tiveram aumentos foram papel higiênico (4,37%), protetor solar (1,95%), produto para limpeza de pele (0,75%), entre outros. Redução de valor ocorreu com o fio dental (-2,41%).

Vestuário registrou aumento de 1% na inflação. Aumento de preços aconteceu com calça comprida masculina (6,37%), saia (3,71%), camiseta masculina (1,31%), entre outros. Já, queda de preços ocorreu com lingerie (-5,74%), camisa masculina (-2,09%), bermuda e short feminino (-1,81%), entre outros.

Contrariando a elevação dos outros grupos, em outubro o setor Educação teve uma pequena deflação de -0,33%, devido a queda nos preços de produtos de papelaria (-3,5%).

O grupo Saúde apresentou grande redução da inflação, ficando em -2,15%. Os produtos que aumentaram de preços foram antiinfeccioso e antibiótico (5,86%) e antimicótico e parasiticida (2,35%). Já, os produtos que tiveram quedas de preços foram: antiinflamatório e antireumático (-5,63%), hipotensor e hipocolesteríico (-5,39%), antidiabético (-3,92%), entre outros.

IPC/CG

O Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/ CG) é um indicador da evolução do custo de vida das famílias dentro do padrão de vida e do comportamento racional de consumo. O Índice busca medir o nível de variação dos preços mensais do consumo de bens e serviços, a partir da comparação da situação de consumo do mês atual em relação ao mês anterior, de famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos. A Universidade Anhanguera - Uniderp divulga mensalmente o Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande.