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Economia

Publicada em 24/10/2014

Indústria estadual está otimista em relação as exportações

Quanto à demanda, contratação e compra de matéria-prima o quadro é moderado.

Da Fiems

A Sondagem Industrial, realizada em setembro deste ano pelo Radar Industrial da Fiems junto às empresas sul-mato-grossenses, destaca que os empresários industriais de Mato Grosso do Sul estão otimistas em relação à quantidade exportada de seus produtos para os próximos seis meses. “A exportação para os próximos seis meses foi a única variável avaliada positivamente pelos industriais sul-mato-grossenses”, destacou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende.

Ele reforça que a expectativa para a quantidade exportada alcançou 54,5 pontos, indicando aumento de 6,6 pontos em relação ao levantamento anterior. “No entanto, as demais variáveis avaliadas apresentaram queda na comparação com o último mês, sendo de 47,4 pontos para a demanda pelos produtos industrializados, 43,6 para as compras de matéria-prima e 42,2 para o número de empregados”, citou.

Ezequiel Martins acrescenta que, pelo quarto mês consecutivo, a atividade industrial segue com a produção em ritmo moderado em Mato Grosso do Sul. “Em setembro, o indicador relativo à produção industrial no estado alcançou a marca de 46,1 pontos, sendo que resultados abaixo dos 50 pontos sinalizam que não houve crescimento da produção no comparativo com o mês imediatamente anterior. Contudo, houve uma pequena queda no desempenho da indústria estadual, uma vez que na passagem de agosto para setembro o indicador saiu de 47 para 46,1 pontos”, analisou.

ICEI

Já o Índice de Confiança do Empresário Industrial em Mato Grosso do Sul (ICEI/MS) marcou 41,4 pontos em outubro, queda de 3,2 pontos em relação ao mês anterior. “O resultado permanece abaixo da linha divisória dos 50 pontos, principalmente, pelo pessimismo apresentado pelos industriais sul-mato-grossenses quanto às expectativas em relação ao desempenho da economia estadual que, na mesma comparação, apresentou queda de 9 pontos”, detalhou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.

Outro aspecto com forte influencia no resultado do mês foi a avaliação das atuais condições da economia brasileira, sendo a variável de pior desempenho, marcando 25,4 pontos. Em outubro, para 65% dos respondentes as condições atuais da economia brasileira pioraram, enquanto no caso da economia estadual, na mesma comparação, a piora foi apontada por 56,8% dos participantes. Por fim, com relação à própria empresa, as condições atuais estão piores para 38,6% dos respondentes.

Já 15,9%, 34,1,7% e 47,7% dos entrevistados disseram que não teve alterações nas atuais condições da economia brasileira, estadual e no desempenho da própria empresa, respectivamente. Para os próximos seis meses, 54,5% dos respondentes mostraram-se pessimistas em relação à economia brasileira, enquanto no caso da economia estadual os que disseram estar pessimistas alcançou a marca de 51,2%. Por fim, com relação ao desempenho da própria empresa 31,8% dos respondentes mostraram-se pessimistas, 34,1% disseram que deve permanecer a mesma condição e 29,5% afirmaram estar confiantes.