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Economia

Publicada em 02/10/2014

Indústria estadual está otimista em relação à demanda por seus produtos

No entanto, quanto à exportação e contratação o quadro é desfavorável.

Da Fiems

A Sondagem Industrial, realizada em agosto deste ano pelo Radar Industrial da Fiems junto às empresas sul-mato-grossenses, destaca que os empresários industriais de Mato Grosso do Sul estão otimista apenas em relação à demanda por seus produtos para os próximos seis meses. “A demanda pelos produtos nos próximos seis meses foi a única variável avaliada positivamente pelos industriais sul-mato-grossenses”, destacou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende.

Ele reforça que a expectativa para demanda pelos produtos alcançou 51,8 pontos, indicando aumento de 2 pontos em relação ao levantamento anterior realizado em julho. “No entanto, as demais variáveis avaliadas apresentaram queda na comparação com o mês de julho, sendo de 49,3 pontos para a compra de matéria-prima, 47,9 pontos para a quantidade exportada e 45,1 pontos para o número de empregados”, citou.

Ezequiel Martins acrescenta que a atividade industrial segue em ritmo moderado em Mato Grosso do Sul, sendo que em agosto o indicador relativo à produção industrial no Estado alcançou a marca de 47 pontos, resultado abaixo dos 50 pontos sinaliza que não houve crescimento da produção no comparativo com o mês imediatamente anterior. “Contudo, houve uma pequena melhora no desempenho da indústria estadual, uma vez que na passagem de julho para agosto o indicador saiu de 45,4 para 47 pontos”, analisou.

ICEI

Já o Índice de Confiança do Empresário Industrial em Mato Grosso do Sul (ICEI/MS) marcou 44,6 pontos em setembro, aumento de 6 pontos em relação ao mês anterior. “O resultado permanece abaixo da linha divisória dos 50 pontos, principalmente, pelo pessimismo apresentado pelos industriais sul-mato-grossenses quanto às expectativas em relação ao desempenho da economia estadual que, na mesma comparação, apresentou queda de 8,2 pontos”, detalhou o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems.

Outro aspecto com forte influencia no resultado do mês foi a avaliação das atuais condições da economia brasileira, sendo a variável de pior desempenho, marcando somente 29,5 pontos, ou seja, permanecendo bem abaixo da linha divisória dos 50 pontos. Em setembro, para 59% dos respondentes as condições atuais da economia brasileira pioraram, enquanto no caso da economia estadual, na mesma comparação, a piora foi apontada por 46,2% dos participantes. Por fim, com relação à própria empresa, as condições atuais estão piores para 35,9% dos respondentes.

Já 28,2%, 48,7% e 48,7% dos entrevistados disseram que não teve alterações nas atuais condições da economia brasileira, estadual e no desempenho da própria empresa, respectivamente. Para os próximos seis meses, 45% dos respondentes mostraram-se pessimistas em relação à economia brasileira, enquanto no caso da economia estadual, na mesma comparação, os que disseram estar pessimistas alcançou a marca de 30,8%. Por fim, com relação ao desempenho da própria empresa, considerando os próximos seis meses, 28,2% dos respondentes mostraram-se pessimistas, sendo que 40%, 48,7% e 35.9% disseram que, no mesmo período, não deve haver alterações em relação à economia brasileira, estadual e no desempenho da própria empresa, respectivamente.