Canais de Notícia

Economia

Publicada em 19/09/2014

CNA pede medidas para estimular produção de borracha natural

Aplicação das diretrizes da PGPM e elevação do preço mínimo são pedidos.

Da CNA

Aplicação das diretrizes da Política de Garantia de Preço Mínimo (PGPM) para a borracha, elevação do valor mínimo e da alíquota para importação. Estas são as propostas do setor para viabilizar a manutenção da produção nacional de borracha, que hoje responde por 1/3 do consumo interno. Elas foram discutidas em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Borracha, na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília.

Para José Manoel Monteiro de Castro, da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Espírito Santo (FAES), as políticas de apoio precisam ser anunciadas até outubro, quando começa o período de sangria da nova safra. Só assim, será possível assegurar a continuidade das atividades ligadas à produção e beneficiamento da borracha.

A assessora técnica da CNA, Camila Braga, explicou que o desempenho da heveicultura - como é chamado o cultivo de seringueiras – tem sido influenciado negativamente pela superoferta mundial. Em 2013, a oferta de borracha superou em 700 mil toneladas a demanda internacional. O Brasil produz cerca de 120 mil toneladas de borracha natural e importa 350 mil toneladas.

O financiamento da estocagem, a armazenagem, a venda de estoques públicos de produtos agropecuários e a equalização de preços e custos são alguns dos mecanismos da PGPM que podem ser acionados para viabilizar a manutenção da atividade. “Uma das medidas emergenciais para viabilizar a atividade é a efetiva aplicação da PGPM, na qual a borracha já está incluída”, afirmou o presidente da Associação Paulista de Produtores e Beneficiadores de Borracha (Apabor), Fernando Guerra.

No médio prazo, o setor pede a elevação do imposto de importação da borracha natural dos atuais 4% para 35%. Para Guerra, a elevação é necessária devido à queda de 42% do preço do produto nos últimos dois anos. Ele também defende a correção do preço mínimo do quilo do coágulo retirado das árvores, hoje em R$ 1,60. A proposta é reajustá-lo para R$ 2,50 por quilo. O Brasil importa o produto beneficiado da Tailândia, Indonésia, Malásia e Vietnã, maiores produtores mundiais.