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Economia

Publicada em 11/09/2014

Biourja apresenta projeto de usina de etanol de milho a Fiems

Usina será construída em Chapadão do Sul.

Anderson Viegas

O projeto da primeira usina de etanol de milho de Mato Grosso do Sul, que será construído em Chapadão do Sul, a 333 quilômetros de Campo Grande, pela Biourja do Brasil Agroindustria, será apresentado pela diretoria da empresa a Federação das Indústrias do Estado (Fiems) na próxima terça-feira (17), na Casa das Indústria, em Campo Grande.

Segundo o Relatório de Impacto Ambiental (Rima) do projeto, a Biourja prevê a instalação no município de uma usina de etanol hidratado e anidro, utilizando como matéria-prima o milho, e ainda de farelo de milho de alto valor proteico (Dries Destilled Grain with Solubles – DDGS), dióxido de carbono (CO2) e cogeração de energia.

De acordo com o relatório, a Biourja do Brasil Agroindústria é uma empresa integrante do grupo Biourja, que foi constituído em 2011, com a finalidade de promover investimentos na produção de etanol no Brasil, especialmente em Mato Grosso do Sul.

Em 31 de julho, a empresa fez a apresentação do Rima do projeto a população de Chapadão do Sul em uma audiência pública. Na época, o prefeito do município, Luiz Felipe Barreto de Magalhães disse que a intenção dos empresários era de lançar a pedra fundamental da planta ainda no mês de setembro.

O prefeito destacou que se tratava de um projeto pioneiro no país, em que a planta utilizará como matéria-prima para a produção de etanol somente o milho. “O Brasil tem outras duas usinas que produzem etanol a partir do milho, mas elas são flex, e moem também cana-de-açúcar para processar o biocombustível. A que teremos em Chapadão do Sul vai processar somente milho”, comenta.

Magalhães disse que o município tem uma expectativa muito positiva em relação ao empreendimento, porque deve utilizar mão de obra local, consumir parte da produção de milho dos agricultores locais e dinamizar vários setores da economia. “Os empreendedores garantiram que não vão verticalizar, vão se concentrar somente na planta industrial. Dessa forma outros setores vão ser beneficiados. Além dos agricultores, as empresas que fazem o transporte e as que fazem a estocagem desse milho”, comentou na época.