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Economia

Publicada em 28/08/2014

Custo de produção de algodão convencional é 10% maior do que a do OGM em MS

Dados são de pesquisa da CNA/Cepea/Esalq em Chapadão do Sul (MS).

Anderson Viegas

O custo de produção do algodão safra convencional em Chapadão do Sul, no norte de Mato Grosso do Sul, no ciclo 2013/2014, foi 10,02% maior do que o desembolso para a produção do algodão transgênico (ou OGM – organismo genética modificado), no mesmo período e região.

Os dados fazem parte da pesquisa do projeto Campo Futuro, da Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA) e Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiros (Cepea/Esalq) e foram divulgados no relatório da Associação Sul-Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (Ampasul).

Segundo a pesquisa, o custo total de produção por hectare de algodão safra em Chapadão do Sul com variedades convencionais foi de R$ 6.760, enquanto que com a utilização de variedades transgênicas foi reduzido para R$ 6.114.

Os dados da pesquisa apontam que apesar dos custos com as sementes serem maiores no plantio com as variedades transgênicas, R$ 436,85 por hectare, em relação as convencionais, R$ 164,88 por hectare, o que representa 164,95% de diferença, os OGMs, que possuem tolerância ao herbicida glufosinato de amônio e resistência a lagartas, compensam essa desvantagem com menor demanda por defensivos agrícolas, que tem grande impacto no gasto total com a produção.

Enquanto que nas lavouras com variedades convencionais o uso de defensivos (herbicidas, inseticidas e fungicidas) custou R$ 2.526 por hectare nesta safra, nas cultivadas com OGMs a redução foi de 30,43% desse valor, chegando a R$ 1.757 por hectare.

Essa diferença refletiu também nos valores dos gastos com tratos culturais e com assistência técnica, que foram menores nos talhões de transgênicos em comparação com os cultivados com variedades convencionais.

Na safra 2013/2014, a Ampasul aponta que 85,50% das áreas cultivadas com algodão em Mato Grosso do Sul foram semeadas com variedades transgênicas.

A entidade aponta que na safra passada, o algodão transgênico correspondeu a 47% do total semeado no estado e atribui o crescimento do uso de cultivares geneticamente modificadas em Mato Grosso do Sul a elevados índices de infestação de lagartas nas lavouras na temporada passada.