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Economia

Publicada em 18/08/2014

Exportação de industrializados de MS já ultrapassa US$ 2,17 bi

Os produtos industriais já respondem por 65% da receita total de exportação de MS.

Da Fiems

As exportações de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul apresentaram, de janeiro a julho deste ano, crescimento de 6,2% e a receita superou US$ 2,17 bilhões contra US$ 2,04 bilhões no mesmo período do ano passado, ou seja, o setor já responde por 65% da receita total de tudo que é exportado pelo Estado, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems.

Segundo o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende, de janeiro a julho de 2014 as maiores evoluções ocorreram, principalmente, nos grupos “Complexo Frigorífico”, “Papel e Celulose” e “Extrativo Mineral”. Ele explica que, apenas em julho, as vendas externas de produtos industriais totalizaram US$ 356,7 milhões, crescimento nominal de 0,64% em relação ao mesmo mês de 2013, quando o valor foi de US$ 354,4 milhões.

“Quanto à participação relativa, no mês, as vendas externas de industrializados atingiram a marca de 72% de tudo o que foi exportado por Mato Grosso do Sul. “Com receita de US$ 356,7 milhões, julho de 2014 registrou o melhor resultado já alcançado para o mês e o quarto melhor resultado em toda a série histórica da exportação de produtos industriais de Mato Grosso do Sul, ficando atrás somente dos meses de junho e maio de 2014 e setembro de 2011, que alcançaram US$ 385, US$ 367,4 e US$ 366 milhões, respectivamente”, detalhou Ezequiel Resende.

Quando comparado com os resultados de igual mês, ao longo da série, o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems ressalta que de janeiro de 2010 até agora foram registradas 46 quebras de recorde nas receitas de exportação, o que equivale a dizer que o recorde para o mês, ao longo desse período, foi quebrado em 83,6% das vezes.

Detalhamento

Nos sete primeiros meses deste ano, os principais destaques ficaram por conta do “Complexo Frigorífico”, “Papel e Celulose” e “Extrativo Mineral”. No “Complexo Frigorífico”, a receita de exportação, de janeiro a julho de 2014, alcançou o equivalente a US$ 711,1 milhões, crescimento nominal de 18,6% em relação ao mesmo período de 2013, quando as vendas foram de US$ 599,7 milhões.

Quanto aos produtos exportados o destaque ficou por conta das carnes desossadas e congeladas de bovinos e pedaços e miudezas comestíveis congelados de frango, que, somados, totalizaram US$ 536,5 milhões ou 75,5% da receita do grupo, tendo como principais compradores Rússia, Hong Kong, Arábia Saudita, Japão, Venezuela, Chile e China.

Em relação às exportações do grupo “Papel e Celulose”, o destaque, naturalmente, ficou por conta da celulose, que, de janeiro a julho de 2014, registrou receita de exportação equivalente a US$ 614,7 milhões ou 97% da receita total do grupo. Quando comparado com igual período de 2013 a receita obtida com o produto apresentou evolução de 9,4%. Outro destaque foi observado nas vendas de papel fibra 150g/m² que somaram o equivalente a US$ 18,8 milhões ou 3% do total, tendo como principais compradores China, Itália, Holanda, Estados Unidos e Coreia do Sul.

Quanto ao grupo “Extrativo Mineral”, a receita de exportação de janeiro a julho de 2014 alcançou o equivalente a US$ 329,4 milhões, crescimento de 8,2% sobre o mesmo período do ano passado. Resultante, principalmente, das vendas de minérios de ferro não aglomerados e seus concentrados que representam 91,9% da receita total do grupo. Na sequência aparecem as exportações de outros minérios de manganês com 8% de participação. Por fim, os minérios exportados por Mato Grosso do Sul tiveram como principais destinos a Argentina e o Reino Unido.