Canais de Notícia

Economia

Publicada em 24/07/2014

Agropecuária cresce 2,48% no acumulado do ano até abril

Crescimento da produção compensa recuo dos preços de alguns produtos.

Fátima Mathias Machado

O Produto Interno Bruto (PIB) do setor agropecuário cresceu 2,48% no acumulado do ano até abril, quando a variação positiva foi de 1,12% na comparação com igual período de 2013. O bom desempenho reflete o crescimento esperado de 3,93% na produção em 2014, apesar de os preços de alguns produtos terem recuado nos primeiros meses do ano.

É o que mostra estudo da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, da Universidade de São Paulo (USP), para o PIB em 2014.

Um dos destaques no período foi o algodão. A melhora dos preços em função do aquecimento da demanda interna e externa justifica o aumento de 35,29% do faturamento da cotonicultura no acumulado do ano. Apesar do cenário positivo para 2014, o faturamento recuou em abril em função do posicionamento das indústrias têxteis que não adquiriram lotes para entrega imediata.

Por outro lado, o desempenho de alguns produtos foi negativo no ano. Batata (16,60%), cebola (30,05%), fumo (4,32%), milho (11,14%) e tomate (24,76%) foram as culturas que apresentaram retração do faturamento esperado para 2014. No caso da cana-de-açúcar, a retração foi de 6,26% em função da queda de 8,06% na comparação entre os quadrimestres. Ainda há, no entanto, expectativa de crescimento devido à expansão da área cultivada nos estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais, onde se concentra o maior número de novas usinas.

Puxados pelo desempenho positivo tanto em termos de preços quanto em volume, os faturamentos da pecuária de corte, de leite e da produção de ovos acumularam altas expressivas no período de 15,64%, 19,56% e 12,34%, respectivamente. Na pecuária de corte e na avicultura de postura, as taxas apresentadas refletiram, em especial, a elevação das cotações no primeiro quadrimestre do ano: 14,36% e 9,70%, variações superiores às registradas no mesmo período do ano passado.