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Economia

Publicada em 11/07/2014

Bezerro segue valorizado em Mato Grosso do Sul

Cenário de valorização da arroba deve se manter até meados de 2015.

Da Famasul

O mês de junho encerrou com o bezerro em alta de 3,58% em Mato Grosso do Sul, com valor médio cotado de R$ 1.040, registrado no período de 24 de junho a 02 de julho. A informação é do Departamento de Economia da Famasul - Federação da Agricultura e Pecuária de MS, que justifica essa alta como reflexo de abates de matrizes ocorridos há cerca de três anos. "O bezerro está muito valorizado nesse momento porque lá atrás, diante da realidade do mercado na época, houve a necessidade de abate de matrizes, reduzindo a oferta do bezerro, que hoje está com a demanda aquecida", pondera a gestora econômica da Famasul, Adriana Mascarenhas.

Segundo números do Departamento Econômico da Famasul, diante deste valor, o produtor do Estado consegue comprar 1,85 bezerro com a venda de um boi gordo, cuja a arroba teve valor médio de R$ 118 em Mato Grosso do Sul no período. Apesar de mantida a alta, se comparada ao mês de maio, a cotação do bezerro em junho teve leve retração, quando foi registrado valor de R$ R$ 1.049 a cabeça.

A gestora econômica da Famasul projeta que o cenário de valorização da arroba do boi gordo deve se manter até meados de 2015 motivado, principalmente, pela redução de oferta e exportação aquecida, o que irá refletir também na comercialização do bezerro. "O mercado do boi gordo está muito positivo, o que reflete na demanda e valorização do bezerro. A curto prazo, esses reflexos ainda serão percebidos e até o próximo ano, tanto o mercado de boi gordo, quanto o de reposição, ainda será muito interessante para o produtor", considera Adriana.

Mesmo diante deste cenário de valorização, o diretor-secretário da Famasul, Ruy Fachini, alerta os produtores para a necessidade de atenção redobrada à gestão. "O produtor do ciclo completo e cria está se beneficiando muito com o momento, mas o invernista, mais impactado nesse momento, precisa ter suas contas na ponta do lápis para conseguir melhores rendimentos", avalia.

Fachini também avalia que, a projeção otimista, na verdade revela um período de recuperação do setor. "A pecuária atravessou momentos difíceis, o pecuarista perdeu capital pelo alto custo da produção e agora o momento é de recuperação, sendo ainda cedo para comemorar", finaliza o diretor.

Apesar de mantida a alta, a cotação do bezerro em junho teve quedas pontuais no mercado de reposição, quando foi registrado valor de R$ R$ 1.038 a cabeça em 30 de junho.