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Economia

Publicada em 05/05/2014

Fábrica de processamento de milho chinesa anima produtores de Maracaju

O município é o maior produtor de soja e de milho de Mato Grosso do Sul.

Da assessoria

A expectativa em relação à instalação da fábrica de processamento de milho em Maracaju foi tema recorrente nas rodas de conversa de produtores rurais, representantes do agronegócio e lideranças políticas durante a Festa da Linguiça de Maracaju, realizada entre os dias 1º a 4 de maio, no Parque de Exposição da cidade. O município é o maior produtor de soja e de milho de Mato Grosso do Sul, com área cultivada de 243 mil e 220 mil hectares, respectivamente, segundo as informações da Associação de Produtores de Soja (Aprosoja/MS), por meio do Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio (Siga).

Com investimentos estimados em US$ 320 milhões e perspectiva de geração de 400 empregos diretos, a unidade deverá ser instalada ainda em 2014. Para o prefeito da cidade, Maurílio Azambuja, a chegada de um empreendimento deste porte atrairá outros investimentos, relacionados ou não ao agronegócio. “Atualmente, a produção de milho atinge 1,2 mil toneladas, volume que a empresa chinesa irá absorver, estimulando o produtor a produzir mais”, ressaltou.

A visão do prefeito é compartilhada pelo presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Sistema Famasul), Eduardo Riedel, que também enxerga na empresa chinesa melhoria em outros setores do município. “Quando o Executivo entende e dá as mãos às iniciativas privadas, a economia flui e se observa melhorias na educação, saúde e infraestrutura da cidade”.

Para o deputado federal Reinaldo Azambuja, a unidade chinesa vai trazer benefícios ao município. “Agregar valor ao milho in natura da região vai gerar renda à população local e ao Mato Grosso do Sul também. A festa da linguiça de Maracaju é reflexo do desenvolvimento local e existe há mais de um século”.

A produtora rural, ex-secretária de Produção e Turismo (Seprotur), Tereza Cristina Corrêa Dias, acredita no crescimento do município na construção civil com a chegada dos funcionários. “A fábrica irá trazer renda ao produtor ao fazer a segunda fase do milho, retirando ácido cítrico, aminoácidos, entre outros elementos utilizados na alimentação. A instalação trará ao município avanços em outros setores, como a construção civil, uma vez que para atender aos funcionários da indústria, Maracaju precisará de imediato construir 150 casas”, cita.

Em abril do ano passado, a empresa chinesa BBCA Group acertou com o Governo do Estado a implantação da unidade de processamento de milho em Maracaju. Em novembro, o presidente da Famasul, Eduardo Riedel e o então secretário de Desenvolvimento Econômico e de Meio Ambiente do município, Luciano Muzzi Mendes, foram recebidos na China, durante missão especial com um grupo de lideranças do Estado, pelo diretor da BBCA, He Highway, para discutir a evolução do projeto.