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Economia

Publicada em 09/04/2014

Com previsão de aumento de tarifa, energia solar pode ser opção

Com painéis solares o consumidor produz sua própria energia elétrica.

Da assessoria

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apresentou uma previsão de 4,6% de aumento na tarifa de luz dos consumidores brasileiros. De acordo com o engenheiro eletricista e presidente do Instituto Brasileiro de Economia e Finanças, Jenner Ferreira, o momento em que o Brasil está passando é crítico. “O aumento em Mato Grosso do Sul, que deve ser anunciado em abril, pode passar dos dois dígitos. Pequenos comportamentos como, por exemplo, passar a roupa toda de uma vez só, diminuir o tempo do banho, fazem a diferença se todos aderirem e começarem a economizar”.

Os reservatórios de água estão baixos e os especialistas já temem um novo racionamento. A energia solar, um negócio ainda recente no País, garante uma redução da conta de energia elétrica. As residências que instalam placas de energia solar acabam tornando-se micro usinas, gerando energia elétrica para alimentação do sistema elétrico do imóvel e ainda garantem abatimento dos créditos acumulados em sua conta de luz.

O especialista em energia solar e Ceo da Solar Energy, Hewerton Elias Martins, aponta que a produção de eletricidade solar é garantida o ano inteiro no Brasil e não sofre com a seca. “É possível produzir ao longo do ano, principalmente quando os reservatórios de água estão baixos”, afirma.

Em Campo Grande, a empresa Solar Energy utiliza a energia do sol para gerar eletricidade limpa, renovável e sem custo recorrente. O consumidor produz a energia para consumo próprio, e se houver excedente, essa energia é injetada na rede da Enersul, acumulando créditos para a próxima conta de energia. Se a produção for sempre maior, a pessoa pode usar os créditos acumulados para abater o consumo de outra conta, desde que esteja no mesmo CPF ou CNPJ do micro gerador solar.

Este sistema regulamentado pela Anell, através da resolução 482 de Abril de 2012, permite que cada consumidor, residencial ou empresarial, possa gerar sua própria energia elétrica e ter créditos junto à concessionária de energia. Para o CEO da Solar Energy, a energia solar ajuda também a reduzir os impactos ambientais. “O Sol é uma fonte de energia livre, disponível para gerar eletricidade. Qualquer pessoa pode deixar de comprar energia elétrica e contribuir na redução dos impactos ambientais e CO2, além de economizar todo mês”.

Entenda na prática

Durante o dia, os painéis solares de uma casa produzem, por exemplo, 10 kWh de energia. Nesse período, se a residência consome 2 kWh de energia, a sobra de 8 kWh é injetada na rede da concessionária. À noite, com as luzes acesas, se o consumo médio for de 7 kWh de energia, este consumo é abatido do saldo de 8 kWh que foram injetados durante o dia, e ainda sobra 1 kWh de crédito. Esses créditos podem ser utilizados no momento em que estiver nublado, por exemplo. “Acumulando 1 kWh por dia, ou 30 kWh por mês. O consumidor tem até três anos para utilizar toda essa energia”, explica Hewerton. Os números deste exemplo foram escolhidos com o objetivo de facilitar o entendimento, o gerador de energia solar possui capacidade de geração para qualquer demanda de consumo.

Para entender o impacto ambiental e econômico de se ter os painéis solares de energia fotovoltaica em casa, Hewerton faz uma conta simples: a economia gerada pelos painéis solares em seis meses equivale a 12 lâmpadas de 60 watts desligadas por um ano ou o equivalente a deixar de cortar 39 árvores. Outro número impactante é que seis meses de economia utilizando a energia solar, é como se deixássemos de emitir uma tonelada de CO² na atmosfera. Tudo isso em apenas uma residência.