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Economia

Publicada em 08/04/2014

Índice de inflação sobe 0,80% em Campo Grande em março

Grupo alimentação é o maior responsável pelo aumento do índice.

Da assessoria

A inflação na cidade de Campo Grande, no mês de março, foi de 0,80%, superando o mês de fevereiro, que foi 0,70%. O coordenador do Núcleo de Pesquisas Econômicas da Anhanguera-Uniderp, Celso Correia de Souza explica que a alta contrariou a média de anos anteriores, quando março ainda registrava quedas no índice. “O grupo Alimentação foi o responsável por essa alta da inflação devido a fortes aumentos em produtos hortifrutícolas. Esses produtos têm tido muitos problemas com o clima que vem ocorrendo atualmente nas regiões produtoras: períodos de grandes estiagens, calor intenso e chuvas muito fortes, tudo o que não pode ocorrer para esses produtos, que são muito sensíveis às variações climáticas”, avalia Souza.

Os grupos Alimentação, Vestuário e Educação foram os grupos que apresentaram os maiores índices de inflação de 2,53%, 0,59% e 0,40%, respectivamente. “Os outros grupos ficaram com variações dentro da normalidade. Nenhum grupo apresentou deflação. Desse modo, a inflação acumulada em doze meses na cidade de Campo Grande é de 5,52%, bem acima do centro da meta do Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,5%. O acumulado do ano de 2014 está em 2,70%”, posiciona o coordenador.

O índice de preços do grupo Habitação apresentou pequena inflação de 0,20% em seu índice. Alguns produtos deste grupo que sofreram altas de preços foram: máquina de lavar roupa 10,91%, desinfetante 10,36% e aparelhos DVD 8,08%. Quedas de preços neste grupo ocorreram com fósforos (-7,76%), esponja de aço (-5,92%), vela (-4,71%), lâmpada (-4,19%), entre outros com menores quedas.

Com forte inflação, o grupo Alimentação fechou o mês de março com índice de 2,53%. Os maiores aumentos de preços que ocorreram em produtos desse grupo foram: tomate 88,81%, batata 49,74%, milho verde 35,96% e pimentão 25,69%. “Também registramos fortes quedas de preços com: limão (-20,69%), repolho (-18,57%), queijo muçarela/prato (-15,66%) e chuchu (-13,52%)”, cita Souza.

No item carnes do grupo Alimentação, em relação à carne bovina, somente o lagarto (-5,26%) apresentou queda de preço. As maiores altas ocorreram com os cortes: paleta 12,26%, acém 10,78%, músculo 10,64%, costela 10,61% e contrafilé 8,03%. O frango resfriado teve aumento de 1,89% e miúdos de frango, aumento de 2,29%. Quanto à carne suína, tiveram aumento de preço a bisteca, com 8,55%, costeleta 1,82% e o pernil 0,36%.

O coordenador do Nepes afirma que a tendência é de que os preços das carnes, de um modo geral, continuem aumentando. “Isso diz respeito principalmente à carne bovina, devido à alta demanda por este produto, ao alto volume de exportação e ao clima muito irregular que vem acontecendo neste ano. O aumento das exportações é motivado pelo aumento do valor do dólar. Os aumentos de preços das carnes de aves e suína estão ligados à substituição da carne bovina por esses produtos, e a estabilidade de preços dos insumos para a elaboração de rações”, analisa.

A pesquisa observou pequena inflação no índice do grupo Transportes. “A média é de 0,14%, devido ao aumento do preço do etanol, de 2,54%. Quedas de preços ocorreram com: óleo diesel (-0,63%) e gasolina (-0,25%)”, informa o pesquisador da Anhanguera-Uniderp, José Francisco Reis Neto.

Já o Grupo Educação, apresentou uma moderada inflação, de 0,40%, devido a aumentos de preços de produtos de papelaria de 3,81%.

O grupo Despesas Pessoais, apresentou pequena inflação em seu índice, de 0,15%, devido a aumentos nos preços de hidratante 5,81%, papel higiênico 1,20% e produtos para limpeza de pele 1,02%. Quedas de preços ocorreram com creme dental (-5,74%), fio dental (-3,26%) e absorvente higiênico (-2,19%).

Com estabilidade em seus preços, o grupo Saúde fechou março com índice de 0,04%, porém com tendência de alta. “Os produtos/serviços que aumentaram de preços foram: material para curativo 1,72%, anti-inflamatório e antirreumático 0,44% e antimicótico e parasiticida 0,12%. Já, os produtos que tiveram quedas de preços foram: vitamina e fortificante (-0,34%), anticoncepcional e hormônio (-0,17%) e anti-infeccioso e antibiótico (-0,01%)”, exemplifica Reis Neto.

“Por fim, no grupo Vestuário observamos alta inflação em seu índice, da ordem de 0,59% em relação ao mês de fevereiro. Aumentos de preços que ocorreram neste grupo foram: sapato masculino 3,28%, tênis 2,65%, calça comprida masculina 0,95%, entre outros com menores aumentos. Quedas de preços ocorreram com: sandália/chinelo masculino (-3,99%), sandália/chinelo feminino (-3,14%), camiseta masculina (-2,41%), entre outros com menores quedas”, encerra o pesquisador.

Inflação Acumulada

A inflação acumulada nos últimos doze meses na cidade de Campo Grande é de 5,52%, bem acima do centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) que é de 4,5%. “A inflação acumulada na cidade neste primeiro trimestre é de 2,70%, cuja tendência, do nosso ponto de vista, se medidas não forem tomadas para coibir esse aumento, a expectativa é que no final do ano ultrapasse a meta do CMN, que é de 4,5% com uma tolerância de 2% para mais ou para menos”, avalia o coordenador do Núcleo de Pesquisas Econômicas da Universidade Anhanguera-Uniderp, Celso Correia de Souza.

Nesses últimos doze meses as maiores inflações acumuladas por grupos foram: Alimentação 8,82%, Educação 8,38%, Vestuário 7,91% e Despesas Pessoais 5,90%, todas com inflações superiores à inflação acumulada nesses últimos doze meses, que é de 5,52%. Nestes três primeiros meses do ano de 2014 destacam se os grupos Educação com 7,85% e Alimentação 4,58%, com inflações acumuladas superiores à inflação acumulada do IPC desse ano, que é de 2,70%. Não houve deflação com nenhum grupo.

Os dez mais e os dez menos do IPC/CG – Os dez produtos que mais contribuíram para a elevação da inflação do mês de dezembro foram: Batata, Tomate, Acém, Costela, Alcatra, Contrafilé, Etanol, Papelaria, Paleta e Feijão. Os dez produtos que mais contribuíram para a queda da inflação na cidade de Campo Grande foram: Pescado fresco, Queijo muçarela/prato, Creme dental, Abatidos, Repolho, Diesel, Coco ralado, Biscoito, Macarrão e Sardinha em lata.

O Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG) é divulgado, mensalmente, pelo Núcleo de Pesquisas Econômicas da Universidade Anhanguera-Uniderp.