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Publicada em 17/10/2012

Agronegócio ajuda a alavancar desenvolvimento de MS nos seus 35 anos

Atividades tradicionais registraram incremento de produção e outras ganharam destaque.

Anderson Viegas

O agronegócio vem desempenhando um papel fundamental no desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul desde que o Estado foi criado, em 1977. Atividades tradicionais como a produção de grãos e a pecuária ganharam um grande incremento. Outras, como a silvicultura, para a produção de papel e celulose e a sucroenergética, para a fabricação de etanol, açúcar e cogeração de energia, assumiram também a posição de protagonistas no cenário sul-mato-grossense.

Atestam a importância do agronegócio para a economia do Estado dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e que colocam Mato Grosso do Sul em todas as listas de principais produtores do País. O rebanho bovino, por exemplo, de acordo com a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) de 2010, é o terceiro maior do Brasil, com aproximadamente 22,3 milhões de cabeças. O Estado ocupa ainda, conforme a Pesquisa de Abate de Animais realizada entre abril e junho de 2012, a posição de segundo maior abatedor nacional, com 994 mil cabeças no trimestre.

Segundo o pecuarista Carlos Duplas, o rebanho bovino do Estado evoluiu muito nos últimos anos em qualidade. "Atualmente não temos o maior rebanho, mas melhoramos muito a genética dos nossos animais. Graças a essa evolução genética que resultou em práticas como o cruzamento industrial, o tempo de abate que na época da criação de Mato Grosso do Sul era de cinco anos, caiu para dois ou três. Foi um grande ganho", concluiu.

O Estado ostenta, ainda conforme o IBGE, a sétima posição em número de equinos (com 344,5 mil animais) e a quarta em ovinos tosquiados (64 mil animais). A Pesquisa de Abate do segundo trimestre de 2012 coloca Mato Grosso do Sul como o oitavo no ranking nacional de suínos, com 291,8 mil animais, e também na mesma posição em relação as aves, com 33,2 milhões de animais.

Na agricultura, o Estado figura, de acordo com a primeira estimativa da safra 2012/2013 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), entre os cinco maiores produtores de grãos do País. Os produtores sul-mato-grossenses devem produzir no novo ciclo 6,2 milhões de toneladas de soja e 5,5 milhões de toneladas de milho, somando os dois períodos (verão e inverno), com a produção total chegando a 12,1 milhões de toneladas de grãos.

Cana e florestas

Na produção de cana-de-açúcar, Mato Grosso do Sul também está entre os top cinco do País. Na safra 2011/2012 fechou na quinta posição, com a moagem de 33,85 milhões de toneladas de matéria-prima e no ciclo 2012/2013 a projeção da Associação dos Produtores de Bioenergia do Estado (Biosul) é de que o processamento chegue a 38,6 milhões de toneladas, um aumento de 14,03% em relação ao ciclo anterior. A previsão para a produção de açúcar é um acumulado de 1,91 milhão de toneladas, enquanto que o etanol anidro seja de 507 milhões de litros e de hidratado 1,48 milhão de litros.

Já na silvicultura, informações do Balanço Anual do Agronegócio Sul-Mato-Grossense (Infoagro), uma publicação da Famasul/Funar e Senar, indicam que a área plantada com eucalipto, pinus e seringueira cresceu 233% no Estado nos últimos cinco anos, saindo de 149 mil hectares em 2006 para 497 hectares em 2011.

Os produtos florestais de Mato Grosso do Sul geraram, no primeiro semestre de 2012, um volume de 5 milhões de toneladas, com rendimento de US$ 251 milhões, um aumento de 9% sobre os US$ 230 milhões comercializados no mesmo período de 2011. Os principais compradores do produto sul-mato-grossense são os Países Baixos e a Itália.

Exportações

Reforçam o peso do agronegócio para a economia do Estado as informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), que apontam que entre janeiro e agosto deste ano, dos cinco principais produtos exportados por Mato Grosso do Sul, quatro são do segmento.

A soja aparece em primeiro, com US$ 638,1 milhões, o que representou 23,83% da receita total do Estado com as exportações no período. Em seguida vem o açúcar refinado de cana com vendas de US$ 326,4 milhões (12,19% do total), a carne desossada de bovino congelada com US$ 292,5 milhões (10,92%) em terceiro e em quinto lugar no top cinco, a celulose, com comercialização de US$ 273,2 milhões (10,20%).

(*Com informações da Famasul)